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Mutirão de colonoscopia incentiva a prevenção do câncer colorretal
O CHC-UFPR/Ebserh, por meio da Unidade de Endoscopia Digestiva, realizou um mutirão de exames de colonoscopia, visando a conscientização dos pacientes sobre prevenção do câncer colorretal bem como sobre a importância do rastreamento precoce, feito por meio do exame.
Geralmente, o câncer colorretal é uma doença bastante silenciosa. Dentre os principais sintomas estão o sangramento anal e a alteração do hábito intestinal. A presença de pólipos no intestino grosso também é um ponto muito importante a ser observado, pois normalmente esse câncer inicia-se com esse tipo lesão, na forma benigna, anos antes de se desenvolver como doença efetivamente.
Quando os pólipos são detectados, durante a colonoscopia, são removidos no momento do exame, o que previne o desenvolvimento de um provável câncer.
“Esse câncer ocorre com mais frequência a partir dos 50 anos, por isso a importância de todas as pessoas fazerem a colonoscopia a partir dessa idade, ou antes, por volta dos 45 anos, se tiver um fator de risco acentuado para o câncer como por exemplo: histórico familiar em primeiro grau de câncer colorretal, pólipos, doença inflamatória intestinal e algumas mutações genéticas que determinam formação de pólipo no intestino”, explica a médica gastroenterologista Raquel Almada de Souza, que atua no Serviço de Endoscopia Digestiva do CHC-UFPR/Ebserh.
Dependendo do que for encontrado no exame, será necessário repeti-lo. Se não for encontrada nenhuma lesão precursora (pólipo), esse exame será repetido para rastreio somente em 10 anos, mas haverá situações em que terá que ser repetido em 3 anos ou até 1 ano, de acordo com o número e tamanho dos pólipos ou se já houver uma transformação inicial da lesão para câncer. Assim, evita-se que o paciente venha a ter uma doença grave, com uma mortalidade alta e ajuda muito na qualidade de vida da população em geral.
“O mutirão do nosso hospital serve como um alerta para toda a população, para lembrar da importância do rastreio não só do câncer colorretal, mas de outras neoplasias por meio da colonoscopia”, relata Raquel.
A médica, explica ainda que o exame “é um método endoscópico muito conhecido na comunidade médica, é muito tranquilo e o paciente não sente nada, pois ele é sedado durante o procedimento, necessitando apenas de um preparo para o exame (feito ambulatoriamente), que é uma limpeza intestinal.
Após a finalização do exame, os pacientes ficam em observação de 30min a 1h e depois podem ir para casa e seguir vida normal.
Jéssica Machado, médica residente do Programa de Residência Médica em Gastrenterologia do CHC-UFPR/Ebserh, também fez parte da equipe do mutirão (que contou com 35 profissionais entre médicos, equipe de enfermagem, profissionais administrativos e residentes) e acrescenta que, a ação, além de beneficiar pacientes, auxilia também no aprendizado e formação especializada :
“ Atuamos desde o início na orientação para o preparo do paciente, na organização do evento e auxiliamos os médicos no exame e na detecção dessas pequenas lesões”, explica a médica residente.
O mutirão de colonoscopia atendeu 50 pacientes de Curitiba e região de metropolitana, que já são atendidos ambulatorialmente na instituição.