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Farmácia Clínica
Máquina que fraciona medicamentos aumenta precisão no serviço farmacêutico
Máquina fraciona cartelas de medicamentos de forma automatizada
Vitória - O parque tecnológico da Farmácia Clínica do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam-Ufes) ganha sua primeira máquina cortadora de 'blisters', o que vai permitir maior segurança na administração das cerca de 4 mil unidades de fármacos administradas diariamente no hospital integrante da Rede Ebserh no Espírito Santo, além de automatizar um serviço que demandava, até então, horas diárias de trabalho manual.
É de conhecimento geral que comprar no atacado grandes quantidades significa pagar menos no preço unitário. Não é diferente com os medicamentos em um hospital, mas a desvantagem é que eles normalmente não vêm embalados um por um. Para resolver a questão, é necessário cortar cada um dos comprimidos. Agora, a máquina faz esse papel.
O cortador de 'blister' chega integrado a outro equipamento: a unitarizadora. Enquanto uma divide, a outra embala e imprime o código de barras em cada uma. Tudo o que sai da Farmácia do Hucam é etiquetado, o que traz claros benefícios ao paciente. Na gestão farmacêutica, individualizar e identificar significa evitar desperdícios, saber o que e quanto comprar com maior controle, pois origem e destino de cada item passa a ser rastreável.
O código de barras é uma tecnologia simples que permite fazer muita coisa. Na hora de checar se o que sai da prescrição médica corresponde ao que o paciente vai tomar à beira do leito, um leitor, igual ao que se vê em qualquer supermercado, faz o trabalho que dependeria apenas da concentração de um funcionário em contar, contar, e conferir nomes, um por um.
E mais: quando chega ao laser vermelho da maquininha, todos os itens já foram conferidos uma primeira vez, pela equipe que, munida do receituário aprovado pelo time de farmacêuticas, vai até o estoque recolher os produtos. É, portanto, um sistema de dupla checagem. É segurança em dobro.
Não é difícil pensar nas inúmeras utilidades de dar um número para cada item dispensado. Caso um paciente tenha um efeito colateral a determinado medicamento, dá para saber exatamente de que lote ele veio. Os equipamentos permitem imprimir alertas nas etiquetas e acabar com dúvidas simples, sobre se o comprimido pode ser amassado, se ele se parece com outro remédio, se tem que ficar na geladeira... mais um ponto positivo para a segurança do paciente.