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Hucam sedia, com sucesso, curso para colocação de balão intragástrico
Para milhares de capixabas que lutam contra a balança, uma alternativa usada antes de submeter à cirurgia de redução de estômago é a técnica que introduz um balão de silicone no estômago. Esse trabalho já está sendo feito há seis anos no Hospital Cassiano Antônio Moraes (Hucam), para os superobesos que estão inseridos no Programa de Cirurgia Bariátrica, 100% gratuito. Na útlima quinta-feira, (18/05), dez pacientes foram atendidos durante o curso oficina ministrado pelo hospital, atividade que fez parte do XI Simpósio Internacional de Endoscopia Digestiva, realizado em Vitória, entre os dias 17 a 21 de maio.
Desenvolvido para proporcionar uma sensação de saciedade precoce, o uso do Balão reduz a ingestão de alimentos e facilita a mudança de hábitos e estilo de vida. O procedimento é aprovado para pacientes com om índice de massa corporal acima de 60, quando o normal é de até 25, mas pode ser instalado em pessoas com IMC a partir de 27 kg/m2. Durante o curso oficina do Hucam, um dos pacientes com obesidade mais extrema tem 220 quilos colocou o balão, e a meta é o faça chegar a 170 para então fazer a cirurgia bariátrica.
A expertise do Hucam foi o que atraiu a organização do simpósio a escolher o hospital para o curso. "Apesar de nenhum convênio ou o SUS custear a colocação do balão intragástrico, o Hucam assume a despesa para uma lista de pacientes superobesos que estão inseridos no Programa de Cirurgia Bariátrica do Hucam. São pacientes com 200 e até 300 quilos e que tem outras doenças associadas. Como operar indivíduos nessas condições tem risco alto e gera alta permanência em UTI, colocamos o balão para gerar um emagrecimento de 30 a 40 quilos para, aí sim, fazer a cirurgia bariátrica com bem menos risco", explicou João Siqueira Neto, médico do Serviço de Cirurgia Geral, cirurgião bariátrico e responsável pela colocação dos balões intragástricos no hospital.
Conheça o Programa
No Espírito Santo, o Programa de Cirurgia Bariátrica do Hucam, gerenciado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), cumpre seu papel de ser referência neste tipo de tratamento ao quebrar em 2016 o recorde de operações realizadas. Foram 156 procedimentos em pacientes com nível elevado de obesidade e outras doenças associadas, um aumento de cerca de 50% em relação.
O uso de técnicas menos invasivas, como a videolaparoscopia, contribuiu para o resultado. O Hucam é o único hospital da rede pública no Estado que realiza cirurgias bariátricas com esse método, capaz de acelerar a recuperação do paciente e causar menos dor.
Os tipos de cirurgia bariátrica mais realizados foram o bypass gástrico (reduz drasticamente o tamanho e volume do estômago, realiza-se um desvio da parte intestinal) e a gastrectomia vertical (o estômago do paciente obeso é grampeado em forma de tubo que vai do esôfago até o duodeno. Assim se reduz o estômago em até 80% do seu tamanho).