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INFORMAÇÃO E CUIDADO
Huap conscientiza sobre síndrome geniturinária da menopausa
Na manhã da última segunda-feira (2), o ambulatório de ginecologia do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) realizou uma ação de conscientização sobre a Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM), com distribuição de folhetos informativos e orientação às pacientes. A iniciativa integra o produto do Mestrado Profissional em Saúde Materno-Infantil (MESP-MI), pós-graduação da UFF, coordenada, atualmente, por Selma Sias, e teve como público-alvo pacientes do ambulatório de mastologia, com foco especial em mulheres com histórico de câncer de mama.
Segundo Susana Aidé, médica da ginecologia e uma das orientadoras do projeto, a SGM reúne “conjunto de sinais e sintomas: ressecamento, dispareunia -dor na relação sexual-, diminuição da libido, infeções vaginais, perda urinária, infecção urinária, que acometem os sistemas genital e urinário por redução dos níveis de estrogênio”, muitas vezes ainda pouco reconhecidos pelas próprias pacientes. A estratégia da ação foi explicar como suspeitar do diagnóstico e apresentar possibilidades de tratamento, considerando que, mesmo com evidências crescentes de segurança do uso hormonal vaginal em parte desse público, o receio ainda é frequente entre sobreviventes de câncer de mama.
No Huap, além das abordagens convencionais, o serviço disponibiliza uma alternativa não hormonal baseada em energia: a radiofrequência microablativa fracionada (RFMF), aplicada no ambulatório de patologia do trato genital inferior e colposcopia. “A radiofrequência microablativa fracionada é uma inovação tecnológica disponível no nosso serviço”, afirmou Susana. De acordo com ela, a emissão de ondas de rádio convertida em calor promove uma ação superficial e pontual, com remodelação de colágeno e melhora epitelial e vascular, contribuindo para reduzir os sintomas da SGM e impactar a qualidade de vida, inclusive a saúde sexual.
A médica acrescenta que o grupo já desenvolveu pesquisas pelo MESP-MI para avaliar eficácia e segurança do método em mulheres, com projetos publicados, e que os folhetos distribuídos também incluíram contato para participação em estudos. A iniciativa envolve a aluna de mestrado Ana Beatriz Scultori, as orientadoras Susana Aidé e Isabel do Val, e a aluna de iniciação científica Carolina Faquini Macedo Lourenço. Vinculado à Ebserh, o Huap reforça, com a ação e com a oferta terapêutica, o compromisso de ampliar o acesso à informação e a opções de cuidado para condições que afetam o bem-estar e a saúde íntima de muitas mulheres.
Sobre a Ebserh
O Hospital Universitário da Antônio Pedro da Universidade Federal Fluminense (Huap-UFF) faz parte da Rede Ebserh desde o início de 2016. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Felipe Monteiro
Coordenadoria de Comunicação Social