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JANEIRO BRANCO
Projeto do CAPS beneficia familiares de usuários de saúde mental
Familiares de usuários e colaboradores do CAPS Liberdade
“Cheguei a adoecer junto com minha filha, mas o CAPS prontamente me ajudou. Agradeço e respeito muito o trabalho de todos os profissionais, que são excelentes e possuem uma paciência tremenda. Eles fazem a diferença na sociedade”. O depoimento é do representante comercial Osmar Clemente da Silva, que hoje se dedica a cuidar da filha, atendida pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS Liberdade). A unidade, gerenciada pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), oferece atendimento multiprofissional tanto aos usuários quanto aos familiares.
Conforme a chefe da Unidade de Atenção Psicossocial, Sabrina Barra, a atuação familiar é importante para o tratamento. “É fundamental que as pessoas próximas compreendam o quadro e possam auxiliar a pessoa nesse processo. Mas não podemos negar que ter um ente adoecido impacta na dinâmica da família. Por isso, oferecemos esse suporte – individualizado, se necessário, ou por meio do Grupo de Famílias”, explica.
Grupo de Famílias
Os participantes encontram no Grupo de Famílias um espaço para troca de experiências e suporte mútuo, em encontros que acontecem quinzenalmente. As atividades reúnem familiares de pacientes atendidos diretamente pelo CAPS ou pelos ambulatórios da Psiquiatria do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF/EBSERH).
“Em muitos casos, a família precisa tanto do tratamento quanto o usuário, principalmente no início. E o tratamento não é apenas a medicação: também são importantes a atuação da família e o convívio social. Confirmamos que os usuários são mais estáveis quando a família está mais integrada ao tratamento”, esclarece a assistente social Sanye Santana, que atua diretamente na condução dos encontros.
De acordo com a enfermeira e coordenadora do CAPS Liberdade, Ethelanny Panteleão, o primeiro espaço social do paciente é a família. “Ela é nossa bússola, nosso termômetro, e vai sinalizar para nós como o paciente está evoluindo. Mas a família também sofre, e precisa ser acolhida”, complementa.
Em relação ao acolhimento dele e da filha, Osmar Clemente da Silva é categórico: “Aprendi muito com toda a equipe. O Grupo de Famílias é um serviço perfeito, que está sempre me surpreendendo. Aqui no CAPS, o sorriso de todos é impressionante”, exalta.
Sobre o CAPS
Além dos atendimentos ambulatoriais multiprofissionais, os usuários e familiares também têm à disposição o acompanhamento psicossocial realizado pelo CAPS Liberdade. Localizada no bairro São Mateus, a unidade é referência para cerca de 70 mil pessoas, e recebe pessoas encaminhadas por cinco Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município: São Pedro, Dom Bosco, Borboleta, Teixeiras e Santos Dumont. Atualmente, o trabalho é realizado por profissionais das áreas de Serviço Social, Psicologia, Psiquiatria, Terapia Ocupacional, Enfermagem e Odontologia.
Mais informações: (32) 3217-7901.
Janeiro Branco
A campanha “Janeiro Branco” foi idealizada pelo psicólogo Leonardo Abrahão para reverter o cenário de tabus e preconceitos sobre a saúde mental. Desde então, a iniciativa tem se consolidado no país. Em Juiz de Fora, a ação foi incluída no calendário do município por meio de lei municipal sancionada em 2017.
“Escolhemos o mês de janeiro para mobilização pelo fato de que, em geral, no início do ano as pessoas estão predispostas a pensar sobre as suas vidas em diversos aspectos, e, a cor branca, pois, como em uma tela em branco, queremos incentivá-los a desenhar novas possibilidades em suas vidas”, conclui o idealizador.