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EXTENSÃO
Evento ensina técnicas de dança e meditação para alívio de dores
Diversão e conhecimento: essas palavras podem resumir a tarde de atividades promovidas pelo Ambulatório Multiprofissional da Dor, realizada na Praça Cívica da Universidade Federal de Juiz de Fora. A ação foi um dos eventos promovidos na cidade pelo grupo do Hospital Universitário da UFJF (HU-UFJF/EBSERH) em celebração ao Dia da Dor, estabelecido pela Associação Internacional de Estudo da Dor (IASP).
O ato foi aberto ao público. “É importante estender à comunidade o que é feito no Hospital Universitário”, reitera a fisioterapeuta do HU-UFJF Anna Paula Sarchis.
Dança e meditação
Aulas de zumba e da técnica mindfulness (atenção-plena) fizeram parte da programação. “A prática de atividades físicas e o relaxamento são fatores importantes para o controle da dor”, explica a também fisioterapeuta do hospital, Gláucia Vieira.
A dança ficou por conta da professora de zumba, Jenny Souza, que atuou pela primeira vez em atividade para o alívio da dor, apesar de afirmar que alguns alunos já disseram se sentir aliviados depois de algumas aulas. “A zumba provoca um sentimento muito legal nas pessoas. A dança permite melhorar a autoestima e contribui para o alívio das dores”, diz.
O ensino da técnica mindfulness (atenção-plena) foi realizado pela estudante de psicologia Natália Müller. “É uma técnica que promove a canalização de pensamentos, a conscientização da respiração e o foco no presente. Isso acaba provocando o alívio das dores em indivíduos com dores crônicas”. Segundo ela, além disso, a prática pode proporcionar efeitos positivos em casos de depressão e ansiedade.
Aceitação do público
Quem participou, aprovou. Joana de Souza é uma das pacientes acompanhadas pelo Ambulatório Multiprofissional que esteve presente no local. “Achei ótimo! Vou levar isso para a minha vida. Poderia repetir mais vezes”, afirma. O aposentado Joaquim Montese se interessou pelas atividades e foi até o local. “Foi bom demais! A gente, que não sabe dançar, aprende”, ri.
A fisioterapeuta Gláucia Vieira comemora a aceitação dos atendidos pelo grupo. “A gente sabe como é difícil o deslocamento dessas pessoas. Quem tem dor crônica, geralmente, tem resistência para sair de casa. Vão muito ao médico, mas quando é uma atividade ao ar livre têm dificuldade. Foi um sucesso eles estarem aqui hoje com a gente, terem participado. Eles realmente fizeram as atividades – cada um no seu ritmo. Estão muito felizes e nós também”, conclui.
Outras atividades
Em outros pontos da cidade, o grupo promoveu a orientação sobre a doença por meio da divulgação de trabalhos realizados pelo grupo, dando informações sobre o gerenciamento da dor e os tratamentos com maior evidência. Uma cartilha sobre as dores crônicas também foi distribuída à população. As atividades aconteceram na unidade Dom Bosco do HU-UFJF, na UBS Santos Dumont e no PAM Marechal.
Bolsista: Leandro Carneiro.