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DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE
Ações contribuem na qualidade do atendimento e na redução de custos
Responsabilidade e sustentabilidade são os compromissos do Setor de Hotelaria do Hospital Universitário (HU-UFJF/EBSERH) com a gestão de resíduos nas Unidades Dom Bosco, Santa Catarina e Centro de Atenção Psicossocial (CAPS-Liberdade). O lixo hospitalar é formado por uma série de resíduos gerados nos ambientes hospitalares. Por isso, possuem grande risco de infecção e contaminação e merecem um descarte adequado.
Os resíduos são divididos entre lixo comum e lixo infectante, no qual encontramos seringas, gazes, agulhas, fitas para curativos, ataduras, restos de medicamentos, frascos, além de algumas substâncias como acetona, metanol, xileno, entre outros.
Queli Cabral, uma das responsáveis pelo gerenciamento de resíduos no Setor de Hotelaria do HU, explica que a instituição executa várias ações auxiliares no descarte correto de resíduos. “Nós realizamos capacitações para os colaboradores e residentes sobre gerenciamento de resíduos, padronizamos as identificações de lixeiras e fiscalizamos todos os setores, além de monitorarmos os efluentes lançados na rede de esgoto”, afirma. Queli destaca que a separação correta do lixo hospitalar é importante para proteger a saúde, tanto dos trabalhadores e usuários quanto para a preservação da saúde pública e para a redução de custos.
Para Letícia Martins, também responsável pelo gerenciamento de resíduos, a separação dos resíduos em sacos de lixo de cores diferentes é um dos fatores que trouxe benefícios financeiros para a instituição. “Atualmente, a classificação dos resíduos é feita da seguinte forma: resíduos comuns em saco preto; resíduos infectantes, saco branco ou vermelho; resíduos químicos, saco laranja ou coletor branco; e resíduos perfurocortantes, coletor amarelo.
Letícia também acrescenta que houve economia de recursos públicos com a atualização do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde (PGRSS) nas unidades Dom Bosco e Santa Catarina. O custo da coleta de resíduos infectantes, químicos e perfurocortantes passou de R$3,62/kg para R$1,71/kg. No último mês de abril, o HU coletou cerca de 9.000 kg de lixo infectante e 11.224 kg de lixo comum, resultando em gasto de, respectivamente, R$16.034,00 e R$ 9.542,77. Além disso, o HU conta com a parceria da Associação Alicer - Lixo Certo, que tem atualmente um termo de cooperação de coleta seletiva com o hospital, reciclando papel, papelão e plástico.
Como ressalta a chefe do Setor de Hotelaria Hospitalar do HU, Miriam Cristina Brandão, a responsabilidade ambiental do HU é de suma importância, em função de os hospitais serem grandes geradores de resíduos que podem causar impacto ambiental. “A nossa preocupação com a segregação correta é constante, pois com o aumento de procedimentos assistenciais, a geração de resíduos está cada vez maior. Esse aumento de procedimentos, que podem ser exemplificados com mais cirurgias, mais consultas e mais atendimentos ambulatoriais, é um retorno positivo para a sociedade, mas afeta diretamente o volume de resíduos gerados, impactando nos recursos econômicos e na preocupação ambiental”, finaliza.
Ações ambientais no Hospital Universitário
Outras atividades em prol do meio ambiente já foram realizadas no HU, como a Campanha “HU Consciente”, realizada em 2017. Esta teve como foco central a conscientização de todos os colaboradores sobre a segregação e o descarte correto dos resíduos, não só dentro da instituição, mas também na vida cotidiana dos funcionários e pacientes, além de orientá-los sobre os riscos do descarte incorreto e estimular uma cultura de boas práticas ambientais.
Em 2018, aconteceu a I Semana do Meio Ambiente, com uma programação de palestras como “A importância da segregação de resíduos para a equipe de higienização hospitalar”, “Medicamentos vencidos: riscos à saúde e ao meio ambiente”, “Dengue e Febre Amarela”, “Educação ambiental no ambiente hospitalar”, “Reduzir, reciclar e reutilizar”, “Disseminação de bactérias por formigas em ambientes hospitalares” e “Sistema de Gestão Ambiental para hospitais”.
Bolsista: Franciane Freitas.