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O procedimento é realizado pelo Serviço de Estimulação Cardíaca do Hospital
HC-UFU/Ebserh já realizou 10 mil cirurgias de inserção de marca-passo
Na foto, da esquerda para a direita: Leonardo Teixeira, Marcelo Carrijo, Israel da Silva, Frederico Homem e Glycon Araújo.
Quando a aclamada canção do Pixinguinha diz “meu coração, não sei por quê, bate feliz quando te vê”, sabemos que os batimentos cardíacos são citados em seu sentido poético nos versos. Mas, se numa melodia o compasso do coração ganhou destaque, quando falamos em saúde, essa atenção ao órgão que é o motor do nosso corpo deve ser ainda maior.
Por diferentes motivos, algumas pessoas precisam de ajuda para manter seu ritmo cardíaco estável. E é aí que o marca-passo entra em evidência, pois é um aparelho responsável por imitar o passo natural do coração, ajudando a restaurar o ritmo do órgão quando ele não consegue mais cumprir essa função. No âmbito do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU/Ebserh), o Serviço de Estimulação Cardíaca é o responsável pela implantação desses aparelhos em seus pacientes.
De acordo com o chefe do Serviço, professor e médico eletrofisiologista e estimulista do HC-UFU/Ebserh, Marcelo Carrijo Franco, o Hospital “tem muitos motivos para comemorar juntamente com toda a população do Triângulo Mineiro, na verdade, 10.000 motivos”. É que, nesta semana, foi realizada a décima milésima cirurgia de implante de marca-passo cardíaco e outros dispositivos eletrônicos implantáveis. Como explica o médico, as indicações para a realização deste tipo de cirurgia são diversas: “podem ocorrer desde recém-nascidos até idosos de mais de 100 anos. Bloqueios do coração, arritmias que podem causar morte súbita e alguns pacientes que tem insuficiência cardíaca se beneficiam do implante destes dispositivos”.
A contagem de tais procedimentos, segundo Marcelo, foi iniciada em abril 1980, com a realização do primeiro implante de marca-passo, guiada pelo professor e médico Olair Alves de Queiroz, juntamente com os professores João Manoel Tannus Filho e Ciro José Gonçalves Faria. Com o passar dos anos, o procedimento foi sendo aperfeiçoado e técnicas mais modernas passaram a ser adotadas. “A nova era da estimulação cardíaca brasileira tinha na UFU um exemplo a seguir, pois foi pioneira em todo o estado de Minas Gerais na realização de implantes de cardiodesfibriladores (CDI) e ressincronizadores cardíacos que, desde então, beneficiaram tantos pacientes portadores de cardiopatias avançadas”, relembra o médico.
À medida que a demanda e a complexidade dos procedimentos para implantes de aparelhos cardíacos aumentaram, novos profissionais foram integrados à equipe do Serviço e outros marcos foram alcançados. No ano passado (2021), por exemplo, no HC-UFU/Ebserh “realizou-se o primeiro implante de marca-passo fisiológico da região”, orgulha-se Marcelo, que atua no Hospital desde 2010.
Por tratar de doenças com alto risco de mortalidade, o Serviço é referência para toda a região de Minas Gerais. “Hoje, o serviço de estimulação cardíaca da UFU realiza, em média, 35 cirurgias e 400 consultas mensais. Agora, em maio de 2022, comemoramos, juntamente com todos que escreveram essa bela caminhada, 10.000 cirurgias em estimulação cardíaca”, salienta Marcelo. Esse atendimento prestado no Hospital e proporcionado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é, nas palavras do médico, “de altíssima qualidade”. Além disso, é também “a certeza de um trabalho dedicado e realizado com amor”, finaliza.
Sobre a Rede Ebserh
Desde maio de 2018, o HC-UFU faz parte da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vinculada ao Ministério da Educação (MEC). A Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Essas unidades hospitalares, que pertencem a universidades federais, têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas.
Devido a essa natureza educacional, os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde das regiões em que os hospitais estão inseridos, mas se destacam pela excelência e vocação nos procedimentos de média e alta complexidades.