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FEVEREIRO ROXO
Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia ganham destaque no mês de fevereiro
Fevereiro Roxo é uma campanha de conscientização sobre Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia, destacando a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado para essas doenças. Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória autoimune, que pode afetar múltiplos órgãos e tecidos, como pele, articulações, rins e cérebro. Em casos mais graves, se não tratada adequadamente, pode matar, segundo o Ministério da Saúde.
O Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) conta com dois ambulatórios específicos para tratamento de LES. Um para lúpus geral e outro para nefrite lúpica. Atualmente, os ambulatórios acompanham cerca de 300 pacientes.
A fibromialgia é uma doença que causa dor em todo o corpo, principalmente nos músculos e tendões. A síndrome também provoca fadiga, distúrbios do sono, ansiedade, alterações de memória e de atenção, cansaço excessivo e depressão, segundo o Ministério da Saúde. Cerca de 3% da população brasileira tem fibromialgia, sendo a maioria mulheres, de acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).
“Trabalhamos a fibromialgia em conjunto com a rede municipal. As equipes da rede municipal foram treinadas e recebem suporte dos reumatologistas do HC-UFU. Por ser uma doença de baixa complexidade e alta prevalência, não é manejada aqui”, explica a reumatologista, Mariana Cecconi.
Alzheimer
A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência neurodegenerativa que acomete prevalentemente idosos. Em 2019, estimava-se que mais de 55 milhões de pessoas viviam com demência, sendo que 60% a 70% dos casos eram originados por Alzheimer, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O HC-UFU também conta com ambulatório especializado em demência, e oferta tratamento em diferentes especialidades: geriatria, neurologia, psicologia, psiquiatria, clínica médica, e endocrinologia e metabologia. Os pacientes são encaminhados das unidades básicas de saúde da macrorregião Triângulo Norte. No ano passado (2025), o HC-UFU realizou mais de mil (1.164) atendimentos e acolheu 175 novos pacientes.
“Existem sinais de alerta comuns no dia-a-dia, que os familiares devem estar atentos, como esquecer informações recentes e compromissos, fazer as mesmas perguntas repetidamente, não conseguir se localizar no tempo informando o dia da semana, mês e ano, grande dificuldade de encontrar palavras e dar seguimento a conversas, passar a ter dificuldade de lidar com seus medicamentos, entre outros”, alerta Marcelo Mendonça, geriatra no HC-UFU.
Ainda não há nenhuma medida que evite totalmente a doença de Alzheimer. Entretanto, diversos estudos científicos indicam que diversas intervenções no estilo de vida podem reduzir significativamente as chances do surgimento da demência. O geriatra aponta: atividade física regular, alimentação saudável, manter a mente sempre ativa, controle do diabetes, da hipertensão e do colesterol, não fumar e valorizar a socialização.
E, embora ainda não se tenha cura para a doença de Alzheimer, as pesquisas estão avançando e aprimorando o tratamento da demência. “Em janeiro de 2026, foi aprovado pela Anvisa o Lecanemabe, que é uma medicação injetável e inovadora, que visa retardar a progressão da doença em estádios iniciais. Esse medicamento, junto com o Donanemab, que também é aprovado pela Anvisa, utiliza anticorpos para ativar o sistema imunológico e remover as placas de beta-amiloide, um dos principais fatores de neurodegeneração”, finaliza o especialista.
Rede Ebserh
O HC-UFU faz parte da Rede Ebserh desde maio de 2018. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Redação: Pollyana Freitas
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh