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Conheça as frentes de tratamento de câncer do HC
Acelerador linear utlizado para radioterapia. Foto: Elioenai Amuy/UFTM
Os atendimentos a pacientes com câncer, no Hospital de Clínicas da UFTM, dividem-se em três frentes: tumores sólidos, onco-hematologia e tumores ginecológicos. “A frente de atendimento em tumores sólidos tem como objetivo tratar carcinomas, que são tumores desenvolvidos a partir de células epiteliais ou glandulares, e sarcomas, caracterizados como neoplasias malignas em ossos, cartilagens, gordura, músculos, vasos sanguíneos ou tecidos moles", enumera a médica oncologista clínica Karen Bento Ribeiro. "Também são tumores sólidos os melanomas – cânceres de pele – e tumores do sistema nervoso".
De acordo com Ribeiro, por sua vez, a onco-hematologia é focada em mielomas, linfomas e leucemias, que atingem partes do corpo como sangue, medula óssea e gânglios linfáticos. Já a onco-ginecologia, com atendimento no Hospital da Mulher, é focada no tratamento do câncer de mama, colo de útero e ovários.
“A maior parte dos pacientes em tratamento de câncer no HC utilizam o atendimento ambulatorial, ou seja, vem ao Hospital para realizar consultas, quimioterapia e radioterapia, mas não necessitam de internação. Apenas 10% demandam permanência nas enfermarias” para realizar o tratamento, Ribeiro detalha.
O Serviço de Oncologia da Instituição conta, também, com o apoio e o atendimento do Grupo Multidisciplinar de Cuidados Paliativos em Oncologia cujo objetivo é promover alívio e conforto ao paciente de modo integral - físico e espiritual - promovendo o atendimento humanizado das várias disciplinas que o integram.
Acompanhamento dos pacientes
Outro destaque quanto ao tratamento de câncer em nosso hospital é o Gerenciamento do Serviço em Oncologia, serviço que orienta os pacientes e agenda exames e interconsultas, realizando a busca ativa das causas de faltas em atendimentos de modo que o fluxo de atendimento ao paciente seja rápido e eficaz desde o seu diagnóstico ao término do tratamento.
Já o apoio emocional acontece com ajuda do Setor de Psicologia do HC. A psicóloga Wanessa de Araújo Maria Oliveira relata o acompanhamento dos pacientes e familiares com a confirmação do diagnóstico de câncer. “É uma dinâmica em que são levantados casos e informações da doença. É o momento em que há troca experiência com pacientes e familiares sobre o momento que estão passando”, explica.
Wanessa relata que, ao receberem alta médica, alguns desenvolvem quadros depressivos e de ansiedade. Nesse caso, os pacientes são encaminhados para continuar o tratamento psicológico posterior nos serviços públicos de saúde. Esse acompanhamento é recente no HC, foi iniciado em outubro de 2014, com a convocação de profissionais por meio de concurso público promovido pela Ebserh.
Transplante de medula óssea
Em agosto de 2015, o HC-UFTM foi autorizado pelo Ministério da Saúde a realizar a retirada e transplante autogênico de medula óssea. Com a autorização, Uberaba passa a ser um centro pioneiro de transplante de medula no interior de Minas Gerais – no estado, o serviço é oferecido apenas em hospitais de Belo Horizonte e Juiz de Fora.
O hematologista Helio Moraes de Souza destaca que o HC-UFTM conta com 12 leitos no setor de Onco-Hematologia e três deles, inicialmente, serão destinados ao transplante de medula óssea, com possibilidade de ampliação.
Durante os dois primeiros anos de autorização, o Hospital pode realizar transplantes autólogos, ou seja, o procedimento é feito com material do próprio doador, para tratar doenças que não atingem a medula óssea ou em que é possível se separar células doentes e sadias, como mieloma múltiplo, linfomas e tumores sólidos.
“Nos casos de transplante autólogo, coleta-se a medula, trata-se o paciente com quimioterapia ou radioterapia para eliminar a doença e às vezes é necessário também tratar a própria medula óssea que foi retirada, para separar as células malignas das benignas”, Souza elucida.
Após dois anos, o Hospital poderá ser credenciado para realizar transplantes alogênicos, considerados de maior complexidade e caracterizados pelo uso de material de um doador com ou sem vínculo familiar com o paciente, para tratar, por exemplo, as leucemias agudas.
Arte: Unidade de Comunicação HC-UFTM