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Bem-estar
Com ginástica laboral, HC-UFTM investe em qualidade de vida no trabalho
Levar saúde, bem-estar e alegria por meio de exercícios físicos desempenhados no ambiente de trabalho. Esse é o intuito das ações de ginástica laboral executadas por profissionais de Educação Física e alunos da Residência Integrada Multiprofissional em Saúde, no Hospital de Clínicas da UFTM. A iniciativa contempla mais de 25 setores do HC, atingindo, diariamente, de 25 a 30 colaboradores (há unidades organizacionais onde são feitas duas sessões por semana).
A ginástica laboral aplicada aos colaboradores parte de um planejamento, com avaliação de resultados. “Uma das características principais é que ela é realizada no local de trabalho. O foco são as pessoas. O objetivo é evitar lesões causadas por movimentos repetitivos”, explica o profissional de Educação Física Renato Antônio de Oliveira Pinheiro. Equilíbrio, força, flexibilidade e coordenação motora também entram no pacote de benefícios.
“Temos uma avaliação de todos os colaboradores, que acontece três vezes na semana. Eles fazem testes físicos, de flexibilidade, de força, e recebem a orientação para atingirem as recomendações do nível de atividade física para a saúde em geral”, complementa o professor Valter Paulo Neves Miranda, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação Física da UFTM, e que orienta duas residentes nas avaliações físicas dos colaboradores: Rebeca Baptista Fonseca Viana e Ruthe Tamara Martins Mendes.
Miranda informa que, desde julho de 2021, já são mais de 150 avaliações tabuladas. O professor ressalta que a equipe pretende fazer uma mensuração desses dados, e adianta os benefícios percebidos: “Eu acredito que está sendo muito útil para eles. Primeiro que muitos deles não vão a uma academia. E, segundo, até mesmo aqueles que vão, tem um custo. Nem sempre essas avaliações são feitas com os mesmos recursos que nós temos aqui”, reforça.
Renato Pinheiro diferencia os tipos de ginástica laboral: “A preparatória, feita antes de iniciar a jornada de trabalho; a compensatória, durante o horário de trabalho do colaborador e a de relaxamento, após a jornada”. Segundo o profissional, uma planilha ajuda a definir quais exercícios terão mais eficácia. Nela são inseridos detalhes sobre cada caso, principalmente no quesito do tempo destinado a cada setor. “Sempre temos em mente a jornada de trabalho de cada um, o tipo de exercício que é executado, porque alguns farão mais sentido para determinado tipo de trabalhador, de acordo com as atribuições dele”, pontua.
Para definir a sensação durante a espera pela ginástica laboral, a assistente administrativa Dayana Mayra Seabra Silva elege um adjetivo: “ansiosa”. Sobre o trabalho na Unidade de Regulação Assistencial, ela contextualiza: “A gente faz movimentos repetitivos, mexe muito no computador, com papel, então esses exercícios auxiliam muito a nossa saúde. Eu, por exemplo, sinto dor no ombro. E essa ginástica me ajuda a melhorar. A gente vê o avanço também dos outros profissionais, da nossa colega de trabalho, que às vezes não tinha tanta flexibilidade. E vai fazendo exercício e vai melhorando. A gente gosta muito. É animado. O Renato convida a gente para fazer, a gente já sai convidando todo mundo também, porque é uma parte de entrosamento do funcionário”.
Pinheiro adapta o planejamento a cada turma e até dia da semana, colocando a prática sob a batuta musical. Cada sessão dura até 15 minutos. A trilha sonora varia. “Se estamos fazendo um aeróbio, uma coisa mais movimentada, a gente coloca uma música mais agitada. Mas, em regra, focamos mais no relaxamento. Colocamos músicas mais tranquilas, às vezes um instrumental”, conta.
Devido à pandemia de Covid-19, o profissional de Educação Física mantém o afastamento adequado entre os colaboradores durante as sessões. Profissionais da Fisioterapia do HC também mantêm ações de ginástica laboral, perfazendo duas das oportunidades oferecidas pela instituição no quesito qualidade de vida no trabalho.
Unidade de Comunicação HC-UFTM