Relatos e Historias
RELATOS E HISTÓRIAS
Keller Kleiton e sua história no HUGV: acolhimento e superação!
O aracajuense Keller Kleiton demonstra, na sua trajetória, que tem muita força e resiliência para superar os obstáculos que a vida apresenta. Nascido em 30 de agosto de 1985, sempre foi muito saudável e independente. Desde cedo, aos 12 anos, começou a trabalhar, fazendo de tudo: foi motorista de carro, de trator, de taxi, de barcos, mecânico, técnico de internet. Nos momentos de lazer, curtia esportes como motocross e jiu-jitsu. Foi casado por 12 anos, construindo uma família de cinco filhos e três netos.
Mas foi aos 30 anos que a vida de Keller começou a tomar novo rumo, quando sentiu os primeiros sintomas de uma doença, com formigamentos no lado direito, depois esquerdo do corpo, sentindo dificuldades para desempenhar as atividades mais básicas do dia a dia, até perder o equilíbrio e cair. E a persistência, que sempre o guiou, fez Keller refletir: “Desistir? Nunca!”.
Busca por tratamento
Sempre procurando buscar respostas com especialistas, foi encaminhado à Bahia e, após vários exames, recebeu o diagnóstico da ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), uma doença neurodegenerativa que se caracteriza pela degeneração de células nervosas que controlam os movimentos musculares.
Após ser internado no Hospital Universitário Getúlio Vargas, em 14 de agosto de 2023, ele passou a ser tratado e acolhido por uma equipe multiprofissional e ter uma nova perspectiva de vida: Neurologia, Fonoaudiologia, Psicologia, Nutrição, Fisioterapia, Enfermagem e Serviço social, além do apoio das demais equipes do hospital como Ouvidoria, maqueiros e serviço geral.
“A equipe multidisciplinar atuou de forma coesa, envolvendo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos, terapeutas ocupacionais e outros profissionais. Essa abordagem garantiu suporte clínico abrangente - ventilatório, nutricional, etc - enquanto se adaptava às limitações do paciente, promovendo conforto, comunicação eficaz e protagonismo nas decisões relacionadas ao seu tratamento”, ressaltou Gesiane Araújo Frota, chefe da Unidade de Terapia Intensiva Adulto (UTIAD).
Uma nova perspectiva de vida
Mesmo diante das limitações físicas, Keller procurou superar as dificuldades, ajudando outras pessoas com o mesmo problema. Ele próprio decidiu estudar sobre a doença e ver o que aconteceria com ele com o passar dos anos. Dessa forma, ele descobriu as associações a ABrELA e a Pró-Cura, realizando integração com outros pacientes com ELA. Tudo isso o ajudou a superar os primeiros meses, que foram muito difíceis.
Keller busca motivar outras pessoas tanto do Amazonas como de outros estados por meio das redes sociais. Para isso, ele faz uso da tecnologia assistiva e do rastreamento ocular.
A chefe da Unidade Multiprofissional do HUGV-Ufam, Maria do Socorro Lobato, destaca a presença constante de familiares, o incentivo a passeios fora do leito, as comemorações dos aniversários, a escuta ativa sobre os sentimentos vivenciados, o ambiente acolhedor com painel fotográfico de momentos com equipe assistencial e familiares, o apoio ao acesso às tecnologias que ampliam a autonomia, potencializam as habilidades funcionais e a comunicação com a equipe de saúde e família, além de otimizar a ocupação do paciente durante a internação.
Agradecida a Deus e à equipe do HUGV, Maria José, mãe e cuidadora de Keller, conclui: “Como mãe e família, só quero agradecer a todos os profissionais do HUGV-Ufam, especialmente à Dra. Lurdes, uma amiga e parceira; ao enfermeiro Isaac; à Ouvidoria; aos enfermeiros e maqueiros. A todos os profissionais do HUGV, toda a minha gratidão!”.
Keller Kleiton fala sobre o tratamento recebido no HUGV com gratidão: “Agradeço a Deus por cada equipe maravilhosa deste hospital. Os profissionais atuam com excelência e humanidade. Vejo o HUGV como hospital de referência e, por isso, o recomendo a todos os pacientes de ELA”.