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RELATOS DE QUEM CUIDA
Amândio Venâncio: Uma história de serviço ao próximo no HUGV-Ufam
Com 42 anos de dedicação ao Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), da Ufam, o servidor Amândio Jorge Taveira Venâncio, 64 anos, casado Viviane Printes e pai de três filhas, Liandra, Lissandra e Amanda, avô de duas netas, Maria Isabel (7) e Eloá (2) é um dos nomes que se confunde com a própria história da instituição. Em meio às comemorações dos 60 anos do hospital, que serão celebrados no dia 27 de junho de 2025, ele foi homenageado pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM) pelos relevantes serviços prestados ao HUGV.
"O HUGV faz parte da minha história e da minha vida. Estou satisfeito por continuar servindo às pessoas, e não faço isso sozinho: faço com uma equipe", afirma emocionado.
Torcedor do Fluminense, devoto da fé cristã, membro da Assembleia de Deus e apaixonado pela convivência com a família, o sr. Amândio — como é carinhosamente chamado — trabalha atualmente na área assistencial, mas iniciou sua trajetória em 1982, após ser aprovado em concurso público para a área administrativa da Universidade Federal do Amazonas. Pouco tempo depois, foi reclassificado como tecnólogo.
"Minha vida profissional começou no Ambulatório Araújo Lima, no setor de arquivo, cuidando dos prontuários. Como era meu primeiro emprego, eu queria fazer tudo certo. Arrumei tudo, mesmo em um ambiente empoeirado e difícil no início. Mas eu me via inclinado a ajudar as pessoas, especialmente pela minha formação cristã", relembra.
E conta com carinho: "No ambulatório eu era servidor-aluno, cumpria carga horária até as 22h. As funcionárias mais idosas me adotaram, porque eu era magrinho. Fomos formando uma família ali dentro".
Apesar de também ter assumido uma vaga na Secretaria da Fazenda (Sefaz), Amândio rapidamente percebeu que seu caminho era outro:
"Trabalhava com papéis, mas ali percebi que não era isso que eu queria para minha vida. Eu precisava estar com pessoas. Poderia ter continuado lá, mas eu não me sentiria útil na minha caminhada."
Retorno ao HUGV
De volta ao HUGV, passou por diferentes setores, como o faturamento e a coordenação administrativa, além de trabalhar com pacientes renais e coordenar a Comissão de Revisão de Prontuários — que passavam pela inspeção da SUSAM. Durante essa jornada, criou vínculos afetivos com colegas, médicos e pacientes.
Amândio também cursou Psicologia, pois sentia percebia sua vocação em ouvir e orientar as pessoas. Dessa forma, começou a trabalhar como voluntário dentro e fora do hospital.
Com a chegada da Ebserh, Amândio teve papel fundamental no apoio aos novos colaboradores. "Eles não tinham tanta experiência, e eu fiz questão de ajudar”.
Além de sua contribuição profissional, a trajetória de Amândio também foi marcada por momentos pessoais difíceis. Seu pai, após um período de tratamento no próprio HUGV, faleceu por complicações de saúde. Anos depois, ele mesmo sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
"Fiquei internado no 28 de Agosto, depois fui transferido para a UTI do HUGV. Fui recebido com uma verdadeira festa pelos colegas. Me emocionei muito com o carinho. Sempre fui exigente com a equipe sobre os procedimentos de enfermagem e ver o cuidado deles comigo foi comovente. Cheguei a usar cadeira de rodas, mas hoje, graças a Deus, retomei o trabalho e voltei a andar."
Amândio reconhece o papel do hospital em sua vida de forma integral:
"Minha família foi sustentada com o salário que o HUGV me pagou nesses 42 anos. Aqui, aprendi a amar ainda mais as pessoas. O hospital dá suporte à estrutura estadual e municipal. Aqui, as pessoas encontram solução para seus problemas de saúde. É um hospital de referência regional. Vejo pessoas voltando curadas para suas casas, e isso me alegra o coração. Também fico feliz em ver colegas da área de saúde, como médicos e enfermeiros, que foram alunos aqui no HUGV e hoje estão à frente setores estratégicos da gestão hospitalar”.
Com humildade e espírito de missão, ele conclui:
"Vivemos para servir. E servir é fazer os outros felizes. Sou da assistência, mas vejo que dá certo quando trabalhamos em complemento ao ensino e à pesquisa. O que mais me alegra é ver as pessoas sendo tratadas com dignidade. Isso é o que importa."