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PROCEDIMENTO CIRÚRGICO
Realizado procedimento inédito no HUGV
Equipe de urologia do HUGV durante o procedimento
Na última segunda-feira (18/06), o serviço de urologia do Hospital Universitário Getúlio Vargas da Universidade Federal do Amazonas (HUGV/Ufam), filiado a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), realizou pela primeira vez na instituição uma prostatectomia radical por laparoscopia. O procedimento foi coordenado pelo urologista George Lins, que destacou os benefícios do procedimento laparoscópico nesse tipo de cirurgia comparando com a cirurgia aberta. “A cirurgia laparoscópica, por ser um procedimento cirúrgico minimamente invasivo, atrela os benefícios de causar menos dor pós-operatória, com menor necessidade de o paciente fazer uso de analgésicos, e menor tempo de recuperação, ou seja, o paciente retorna mais rapidamente às atividades laborais. Possui ainda um melhor efeito estético, pois é feita com microincisões e o trauma cirúrgico é menor”, explicou.
A prostatectomia radical é uma cirurgia que consiste na remoção total da próstata. É indicada principalmente para pacientes que tem câncer de próstata ou quando a próstata se torna muito grande, a ponto de restringir o fluxo de urina através da uretra. Cirurgião geral e urologista formado no HUGV e agora atuando no hospital, George Lins explicou que adquiriu proficiência em prostatectomia radical laparoscópica durante os dois anos em que fez subespecialização em Uro-oncologia e nos seis meses em que atuou como médico assistente no Instituto do Câncer de São Paulo (ICESP) ligado à Universidade de São Paulo (USP). “Quando retornei a Manaus, meu objetivo era trazer o procedimento para cá, pois, apesar de ser uma cirurgia que requer o material e infraestrutura laparoscópicos, é possível realizá-la no sistema público”, afirmou.
Segundo George Lins, a realização da primeira prostatectomia radical laparoscópica no HUGV é algo benéfico não apenas para os pacientes por ser uma cirurgia minimamente invasiva, mas também por contribuir na formação dos médicos residentes. “O primeiro passo foi dado, a primeira cirurgia foi realizada, a ideia é que isso se perpetue e que seja feito um treinamento com os médicos residentes, ou seja, que hajam novas pessoas podendo fazer esse procedimento com qualidade e com proficiência”, salientou o especialista.
A realização do procedimento contou com o apoio da empresa Johnson & Johnson.