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MARÇO AMARELO
Endometriose: o desafio de viver com a doença e a busca por qualidade de vida
A endometriose afeta principalmente mulheres em idade fértil, a dor associada à doença prejudica diretamente a qualidade de vida
Boa Vista (RR) - Mais de 7 milhões de mulheres enfrentam a endometriose no Brasil, de acordo com estimativas do Ministério da Saúde. Como forma de conscientizar sobre a doença, foi criada a campanha do Março Amarelo, um momento oportuno para falar sobre os sintomas, a importância de um diagnóstico correto, os tratamentos e os impactos na qualidade de vida. O Hospital Universitário da Universidade Federal de Roraima (HU-UFRR) que apoia essa causa, conta com especialistas preparados para dar suporte a essas mulheres pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Dor causada pela doença interfere na qualidade de vida
A endometriose é uma condição ginecológica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora do útero. É mais comum em mulheres em idade reprodutiva. Entre os sintomas mais frequentes estão cólicas menstruais intensas, dor durante as relações sexuais e dor pélvica crônica. Vale ressaltar que, em alguns casos, a doença pode se manifestar sem sintomas visíveis.
Por ser uma condição prevalente entre as mulheres, a endometriose exige maior atenção da saúde pública. A cada menstruação, o tecido endometrial fora do útero responde ao estímulo hormonal, gerando inflamação nos pontos afetados, o que, por sua vez, está frequentemente ligado a dor intensa e à infertilidade.
Segundo a Gerente de Atenção à Saúde do HU-UFRR, Bárbara Almeida Soares Dias, o grande desafio no tratamento não é apenas controlar os sintomas, mas garantir qualidade de vida para a paciente. E para isso, é essencial uma abordagem multiprofissional. O tratamento pode envolver ginecologistas, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais, cada um com um papel fundamental no cuidado integral.
Adotar hábitos anti-inflamatórios auxilia no tratamento
O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento e evitar a propagação da doença para outros órgãos. Ele pode ser feito por meio da anamnese, exame clínico, ultrassom e laparoscopia, sendo este último o principal, considerado padrão ouro.
O ginecologista Alisson Chianca, que atua no Hospital Universitário da UFMA (HU-UFMA) um dos hospitais administrados pela Ebserh, acrescentou que a endometriose precisa de um tratamento individualizado e multifatorial. “Na abordagem multidisciplinar, é possível fazer o bloqueio hormonal, um tratamento clínico para pacientes que não têm desejo de engravidar e que não apresentam uma doença tão extensa ou visível em exames de imagem, por exemplo. Mas, em algumas situações, quando a paciente deseja engravidar ou quando a doença já está muito avançada, é indicada a cirurgia para desfazer as aderências e retirar as lesões de endometriose”, explicou.
Além do acompanhamento com a equipe especializada, para a melhora da qualidade de vida em mulheres com endometriose, a alimentação equilibrada e a prática de atividade física regular ajudam a desinflamar o corpo.
A Campanha
O Março Amarelo foi escolhido para auxiliar as mulheres a reconhecerem os sintomas da doença e a procurarem ajuda profissional o quanto antes, além de conscientizar familiares e pessoas próximas sobre a importância de um acolhimento mais atento, visto o grande impacto que os sintomas causam na vida da mulher.
Sobre a Ebserh
O HU-UFRR faz parte da Rede Ebserh desde 2024. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do SUS ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Redação: Danielle Morais e Antônio Marcos Castro, com revisão de Danielle Campos
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh