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INCLUSÃO
Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza promove evento em alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo
O Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (HUBFS), da Rede Ebserh, é referência estadual no atendimento de pacientes que possuem alterações no desenvolvimento e comportamento neuropsicomotor, entre elas, o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Publicado em
31/03/2023 18h34
Atualizado em
31/03/2023 18h35
Belém (PA) – Para acabar contra o preconceito, nada melhor do que conhecer sobre determinado assunto, não é mesmo? Como forma de contribuir para o acesso à informação sobre o Transtorno de Espectro Autista (TEA), seu tratamento e a possibilidade de o indivíduo evoluir e conseguir realizar diversas atividades, a Unidade de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente (UASCA) do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (HUBFS), do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará (CH-UFPA/Ebserh), promoverá uma programação toda especial destinada aos profissionais da saúde, estudantes e familiares de pessoas com TEA em alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, comemorado em 02 de abril desde 2007, quando foi criado pela Organização das Nações Unidas. O dia “D” no HUBFS será na próxima segunda-feira, 03 de abril, a partir das 8h, na Unidade de Reabilitação.
Na ocasião, haverá entrega de material impresso com a definição do transtorno, principais características e a importância do tratamento precoce e orientações de como ser atendido no HUBFS. Além disso, ocorrerá o acolhimento das mães dos pacientes com autismo, uma feira de artesanato e a distribuição de lanches para os presentes.
De acordo com a chefe da Unidade de Reabilitação, Lena Brito, o evento servirá como amostra dos materiais pedagógicos sobre o TEA, confeccionados e vendidos pelas mães “artesãs” (como são chamadas as mães dos pacientes autistas). Elas estarão com crachás e pulseiras devidamente identificadas na feira de artesanato.
Walbenice da Silva Sampaio Pamplona, mãe de duas crianças autistas, de 11 e 13 anos, atendidas pelo HUBFS-UFPA há mais de 8 anos, ressalta a importância deste evento. Ela destaca que a iniciativa contribui para que a sociedade conheça mais sobre o TEA e saiba que os pacientes são capazes de evoluírem muito bem com o tratamento multidisciplinar oferecido pela unidade hospitalar, desenvolvendo atividades, como: falar, cantar, dançar, estudar e tocar. “É necessário acabar com o preconceito através da informação, e eventos como a feira de artesanato contribuem também para as mães acreditarem que depois do início do tratamento, há solução para diversos problemas dos seus filhos. Meu filho não falava, hoje fala até demais e também canta. Eles não são incapazes”. O evento no HUBFS é uma oportunidade de integração, divulgação sobre o TEA e também geração de renda para as mães artesãs.
Entenda sobre o autismo:
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) caracteriza-se por algum grau de comprometimento no comportamento social, na comunicação e na linguagem, e por interesses em atividades que são únicas para o indivíduo e realizadas de forma repetitiva.
O TEA começa na infância e tende a persistir na adolescência e na idade adulta. Na maioria dos casos, as condições são aparentes durante os primeiros cinco anos de vida. No Brasil, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 2 milhões de pessoas são autistas. Estima-se que este número seja ainda maior, considerando a demora no diagnóstico e os dados serem de 2011.
Serviços ofertados pelo HUBFS:
A Unidade de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente (UASCA) do HUBFS possui uma equipe multiprofissional composta por: terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, fisioterapeutas, médica psiquiatra, médico ortopedista, enfermeiras e técnicos de enfermagem, que realizam atendimento nos ambulatórios das especialidades de Neuropediatria, Genética, Ortopedia Infantil, Neurogenética, Displasia Esquelética, Doenças Lisossômicas de Depósito/Mucopolissacaridose, Síndrome de Down, Epilepsia e Paralisia Cerebral.
Como ser atendido pelo HUBFS?
- Caso o paciente possua deficiência motora: é encaminhado pela Unidade Básica por meio da regulação da SESMA (Secretaria Municipal de Saúde de Belém), passando por uma avaliação com o ortopedista e, caso seja o perfil, é acolhido pela equipe multiprofissional.
- A UASCA também tem uma parceria com a Universidade Estadual do Pará (UEPA) para receber pacientes com paralisia cerebral com espasticidade e distonias para aplicação de botox. Em contrapartida, a Unidade encaminha para a oficina ortopédica. Nessa parceria, o paciente é encaminhado pela UEPA, passando pela avaliação do ortopedista, e, se estiver no perfil, é direcionado para a regulação do HUBFS para abrir prontuário e seguir para a avaliação da equipe multiprofissional.
- Se for caso de Transtorno do Espectro Autista (TEA), o paciente deve vir regulado via Centro de Atenção à Saúde da Mulher e da Criança (Casmuc/UFPA), sendo avaliado pelo psiquiatra. Caso seja confirmado o diagnóstico, é encaminhado para regulação do HUBFS e passará pela avaliação multiprofissional. É importante ressaltar que todos os serviços são realizados pelo SUS.
Sobre a Rede Ebserh
Desde outubro de 2015, o Complexo Hospitalar da UFPA (no qual o HUBFS faz parte) é filiado à Rede Ebserh. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.
Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas.
Devido a essa natureza educacional, a os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.
Por Elthon Ribeiro, com revisão da Marília Gabriela Silva Rêgo
Unidade de Reportagem
Ebserh