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SEGURANÇA DO PACIENTE
"Adorno Zero" mobiliza colaboradores da maternidade
Nada de pulseiras, anéis, alianças, relógios de pulso, pulseiras, brincos, piercings expostos, correntes, colares, presilhas, broches, gravatas ou mesmo crachás pendurados com cordão. É o que determina a Norma Regulamentadora nº 32 (NR-32), sobre Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde, em especial com relação aos riscos biológicos.
Nos dias 02 e 03 de Março, a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) e o Serviço de Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho (Sost) se reuniram para fazer a sensibilização nos setores da Maternidade nesses dias. As equipes distribuíram porta-adornos e realizaram rodas de conversa que abordaram a necessidade da retirada de adornos, a fim de facilitar a higienização das mãos e prevenir infecções. O mês de março foi o período escolhido para o início da campanha educativa "Adorno Zero", que visa esclarecer as determinações da NR-32 junto aos trabalhadores da Maternidade Escola Januário Cicco da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (MEJC-UFRN).
O objetivo da NR-32 é disciplinar de forma especifica sobre a segurança e a saúde do trabalhador dos serviços de saúde, e no item 32.2.4.5 a regulamentação determina que "o empregador deve vedar … b) o ato de fumar, o uso de adornos e o manuseio de lentes de contato nos postos de trabalho".
"Trata-se de prevenção de riscos à saúde. Os adornos não devem ser usados durante o trabalho nas áreas assistenciais, visto que facilitam o acúmulo de micro-organismos e não permitem a lavagem correta das mãos e nem tão pouco a secagem. Acumulando humidade e resíduos”, esclarece Edna Marta Mendes, chefe do Setor de Vigilância em Saúde da maternidade.
“A proibição do uso se limita às áreas assistenciais do hospital, e vale para todos que trabalham ou circulam por elas", complementa.
A Maternidade Escola Januário Cicco é filiada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) – estatal vinculada ao Ministério da Educação –, que administra atualmente 39 hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.