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EVENTO
MCO-UFBA inicia o IV Seminário do Setor de Gestão da Qualidade
Nesta quinta-feira, 21 de setembro, a Maternidade Climério de Oliveira, da Universidade Federal da Bahia (MCO-UFBA), vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), deu início ao IV Seminário do Setor de Gestão da Qualidade, com o tema central “Engajando pacientes para a Segurança do Paciente”. Este foi o primeiro de uma série de três encontros a serem realizados entre setembro e novembro. Neste eixo 1, o tema esteve centrado na Vigilância Epidemiológica, sendo presencial na sala 2 da Gerência de Ensino e Pesquisa, e transmitido ao vivo para o público pela plataforma Microsoft Teams. O evento celebra o Dia Mundial da Segurança do Paciente, lembrado em 17 de setembro.
A programação esteve voltada à atuação da Maternidade, por meio do seu Programa Apoiar, no acolhimento e assistência à saúde a pessoas vítimas de violência sexual. Na abertura, a chefe do Setor de Gestão da Qualidade, Lorena Pastor, explicou que a escolha do tema reflete sobre uma área de interesse institucional, uma vez que a Maternidade é referência no atendimento a estes casos. Ela também sinalizou que a Gestão da Qualidade está inserida na Vigilância Epidemiológica porque os casos de violência são agravos de notificação compulsória. Ponderando sobre o tema do Seminário, ela ressaltou que “é do nosso entendimento dar voz às pacientes, promovendo situações em que possam participar ativamente no seu cuidado, com direitos baseados em leis”.
Na ocasião, a superintendente da MCO-UFBA, Sinaide Coelho, destacou que essa foi uma oportunidade de discutir, numa instituição de assistência, ensino e pesquisa, um assunto relevante para a sociedade: “Entender que essa mulher precisa conhecer o itinerário, o que é o serviço, onde funciona, como ela deve buscar atendimento. O serviço tem que ofertar o melhor cuidado que podemos dar e eu tenho certeza de que damos esse cuidado. Nós estamos abertas a recebê-las e a prestar uma assistência de qualidade dentro do Sistema Único de Saúde”, concluiu.
Neste primeiro encontro, a mesa redonda de tema: “Interrupção legal no 3º trimestre da gestação, violência sexual e repercussões na vigilância do óbito” trouxe subtemas específicos apresentados por profissionais da Maternidade que evidenciaram os mecanismos legais e o itinerário de acolhimento da paciente, atendida por uma equipe multiprofissional, sem a necessidade de marcação, com seguimento diante da decisão em manter a gestação (com oferta do pré-natal) ou não.
O primeiro subtema tratou a respeito das “Articulações intra e intersetorias com a Rede e serviços de atenção às pessoas vítimas de violência sexual”, apresentado pela chefe da Divisão de Gestão do Cuidado, Andrea Novo. Em seguida, foi abordado o “Contexto por violência sexual: itinerário da pessoa gestante e repercussões na saúde mental”, pela psicóloga do Programa Apoiar, Leila Ambros. O terceiro subtema refletiu sobre “Atenção transdisciplinar no acolhimento e promoção de direitos da pessoa gestante em virtude de violência sexual”, com a assistente social Geisa Maria Reis. Em seguida, “Aborto induzido x espontâneo: permissivos legais” foi falado pela ginecologista e obstetra Marla Niag; e, encerrando a programação expositiva, a temática “Repercussões do Programa Apoiar na vigilância do óbito da MCO-UFBA” foi ministrada pela Presidente da Comissão de Óbito Perinatal da MCO-UFBA, Helita Farias. Ao final, foi aberto um debate com perguntas da audiência.
Próximos encontros
O evento continuará nos próximos dois meses, nas seguintes datas: dia 23 de outubro, com o eixo 2 “Prevenção e controle de Infecções relacionadas à assistência à saúde”; e no dia 23 de novembro, com o eixo 3 “Qualidade e segurança do paciente”.
Sobre a Ebserh
A Maternidade Climério de Oliveira faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Marilia Rego, com revisão de Felipe Monteiro.