Notícias
JULHO VERDE
Reabilitação multidisciplinar contribui para a saúde física e mental durante tratamento dos cânceres de cabeça e pescoço
Maceió-AL - Os cânceres que atingem a região da cabeça e pescoço, além de sua gravidade clínica, causam impactos em funções essenciais como a comunicação, a alimentação e a identidade visual dos pacientes. Isso porque, em grande parte dos casos, os tumores afetam estruturas visíveis e funcionais da face, exigindo cirurgias que deixam cicatrizes físicas e emocionais. Diante desse cenário, o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA-Ufal), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e da assistência integral e multiprofissional.
Os tipos mais comuns da tumores nas regiões da cabeça e pescoço incluem os cânceres de cavidade oral, laringe e tireoide. Entre os principais fatores de risco estão o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e a exposição à radiação ionizante. Alguns sinais de alerta incluem feridas na boca que não cicatrizam em até 14 dias, rouquidão persistente por mais de 30 dias e nódulos no pescoço.
O diagnóstico precoce é fundamental e é feito, inicialmente, na análise clínica com base nos sintomas e apoio de exames. Segundo Ana Carolina Pastl, especialista em cirurgia de cabeça e pescoço, do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes, da Universidade Federal de Alagoas (HUPAA-Ufal), o nódulo da tireoide pode ser benigno ou maligno, assim, nem sempre significa câncer. Porém, o nódulo precisa ser investigado através de exames como ultrassom e exames de sangue, na maioria das vezes é necessária uma biópsia para orientar o tipo e característica do nódulo.
Para prevenir os cânceres de cabeça e pescoço, são recomendadas medidas como: não fumar, reduzir o consumo de álcool, manter alimentação saudável, praticar atividades físicas e vacinar-se contra o HPV.
Assistência psicológica e autoestima
A saúde mental é parte essencial no cuidado integral durante o tratamento. Alterações na fala, na imagem corporal e na identidade pessoal afetam diretamente a vida social e emocional dos pacientes. Por isso, o acompanhamento psicológico desde o diagnóstico até a reabilitação é fundamental para ajudar na adaptação, no enfrentamento do processo de adoecimento e na reconstrução da autoestima. O processo pode envolver ferramentas de comunicação alternativa, como gestos e escrita ou o uso de dispositivos, como válvulas fonatórias e laringe eletrônica, recursos disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Odontologia no diagnóstico dos cânceres de boca e na reabilitação
Os cânceres de boca podem acometer os lábios, gengiva, bochechas, céu da boca, acima ou embaixo da língua e a região de orofaringe. Entre os principais fatores de risco, além dos já mencionados anteriormente, está a exposição solar prolongada e sem proteção.
O profissional cirurgião-dentista identifica lesões potencialmente malignas, auxilia na prevenção de infecções durante a radioterapia e a quimioterapia, e atua na reabilitação funcional com o uso de próteses bucomaxilofaciais quando necessário.
Além dos cuidados cirúrgicos e das áreas da Odontologia e Psicologia, outras especialidades da saúde podem estar envolvidas na assistência aos tipos de cânceres de cabeça e pescoço, como a Fonoaudiologia, a Fisioterapia e a Terapia Ocupacional. O trabalho multidisciplinar é essencial para promover mais qualidade de vida ao paciente.
Para ser atendido no HUPAA, o paciente do Sistema Único de Saúde (SUS) precisa ser encaminhado pelo fluxo de regulação do sistema de marcação de exames e consultas “PRONTO!”. O clínico da Unidade Básica de Saúde pode suspeitar e encaminhar para o hospital quando existe a necessidade de investigar ou para o tratamento cirúrgico.
Sobre a Ebserh
O Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA-Ufal) faz parte da Rede Ebserh desde 2014. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Marília Rêgo e Rejane Lessa com revisão de Danielle Campos
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh