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HTLV
Doença grave neurológica pode ser consequência do HTLV
Dez de novembro é o Dia Mundial de Luta contra o HTLV, doença viral que atinge cerca de 20 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, o Nordeste é a região mais afetada pela enfermidade. Problemas graves neurológicos, leucemia, dermatite são alguns dos males provocados pela família desse vírus, HTLV-1 e HTLV-2. A transmissão ocorre pela via materno-infantil – principalmente na amamentação – relações sexuais desprotegidas, contato com sangue infectado e pela via genética. O Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (Hupaa) é centro de referência em HTLV.
Em Alagoas, o HU proporciona aos cidadãos que têm a doença uma assistência multiprofissional, buscando uma melhor qualidade de vida para os portadores do HTLV. Arthur Maia, pesquisador e médico do HU, ainda acrescenta que é necessário construir mais centros de referência para tratamento dessa endemia. “O Japão, por exemplo, já controlou a doença. Aqui no Brasil, um simples teste de HTLV no pré-natal seria uma medida de prevenção e controle da doença”, frisa.
Segundo Arthur Maia, “o HTLV é um problema de saúde pública, que pode levar indivíduos a cadeira de rodas ou evoluir para óbito. É uma doença pouco reconhecida, mas que pode ser tratada, caso seja diagnosticada precocemente”, afirma. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o teste de HTLV, mas, de acordo com Arthur Maia, no geral, o diagnóstico da doença surge de maneira tardia, cerca de 7 a 11 anos após o paciente ter sido infectado pelo vírus.
Ações sobre HTLV no Hupaa
Para alertar os usuários, foi promovida ações de conscientização sobre o HTLV, no HU. Entrega de materiais explicativos e diálogo com pacientes nos corredores da instituição marcaram a iniciativa de profissionais do Hupaa na campanha contra o retrovírus.
Dia Mundial do HTLV
O Dia Mundial do HTLV (10 de novembro) foi criado pela Associação Internacional de Retrovirologia, com o objetivo de dar visibilidade aos problemas causados pelo vírus e conscientizar a população e, sobretudo, os profissionais da área de saúde sobre a endemia.
Sobre a EbserhDesde janeiro de 2014, o Hupaa-Ufal faz parte da Rede Ebserh. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) atua na gestão de hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.
A empresa, criada em dezembro de 2011, administra atualmente 40 hospitais e é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações em todas as unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.