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COMODIDADE
Setor de Regulação implanta agendamento programado para consultas de retorno
A dona de casa Tereza Cristina Albino faz acompanhamento no ambulatório de Endocrinologia do Hospital Universitário Lauro Wanderley há pelo menos 20 anos. Ela se lembra bem do período em que tinha que enfrentar longas filas para marcar consultas, e comemora o fato de sair do consultório médico já com o retorno agendado. Isso é possível graças a um novo sistema implantado pelo setor de Regulação e Avaliação em Saúde do HULW, vinculado à Universidade Federal da Paraíba e à Rede Ebserh.
Desde maio de 2017, a Agenda Programada está em implantação no Ambulatório Professor Antônio Dias dos Santos, onde são realizados cerca de 700 atendimentos por dia. No mês em que teve início, o número de especialidades com essa modalidade de marcação era de apenas três. Em março de 2019, já estavam em 22 especialidades, ou seja, um crescimento de 633%. Tereza é moradora de João Pessoa, mas muitos usuários vêm de municípios distantes e precisam se deslocar apenas para fazer o agendamento. Hoje, eles já sabem o dia em que irão voltar.
Funciona assim: o paciente passa por uma consulta e o profissional sinaliza se há necessidade de retorno. Caso seja preciso voltar, o usuário recebe a Ficha de Atendimento Ambulatorial de Retorno (FAA) para marcação dos atendimentos posteriores, onde constam data, hora e o número da grade de atendimento. A marcação é feita somente de forma presencial, não sendo possível agendar por telefone.
“Atualmente, 67% do número de pacientes que são acompanhados nos ambulatórios do HULW saem das consultas com o possível retorno agendado pelo médico no próprio consultório. A marcação deverá ser realizada pelo paciente após a saída da sala de atendimento com os marcadores exclusivos da própria especialidade. O profissional de saúde marca de acordo com a necessidade de retorno do paciente”, explica o chefe do Setor de Regulação e Avaliação em Saúde, Cleiton Oliveira.
Entre os principais benefícios do processo está a melhoria no fluxo dos atendimentos, com a redução nas filas para agendar consultas de retorno. “Começamos a introduzir em maio de 2017, e tem sido um processo implantado paulatinamente, até alcançarmos 70% de todas as marcações. A ideia é acabar de vez com as filas de espera para marcar esse tipo de consulta”, informou Cleiton.
A nova modalidade facilitou muito a vida de pacientes como Tereza Cristina, que há 25 anos recebeu o diagnóstico de diabetes e sempre precisa retornar para avaliação do endocrinologista no HULW. “Gosto muito do atendimento aqui no hospital e agora, com esse sistema, temos uma comodidade ainda maior”, disse.
O chefe do Setor de Regulação e Avaliação em Saúde destaca que, com a facilidade de marcar o retorno, muitos pacientes deixam de vir às consultas, aumentando a taxa de absenteísmo (ausências). “Somos média e alta complexidade e a maioria dos pacientes precisam seguir com o acompanhamento. Muitos, no entanto, não retornam, mesmo com a vaga garantida”, lamenta.
Retorno é a consulta para seguimento do tratamento na mesma especialidade. O intervalo é definido pela equipe assistencial de acordo com o quadro clínico do paciente. Para agendar, é necessário apresentar o cartão de prontuário do HULW, documento com foto, e o formulário de retorno (FAA). No Ambulatório do Hospital Universitário Lauro Wanderley, todos os meses são ofertados cerca de 17 mil atendimentos em diversas especialidades e subespecialidades médicas e multiprofissionais de saúde.
Sobre a Rede Ebserh
Desde dezembro de 2013, o HULW-UFPB integra a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Vinculada ao Ministério da Educação, a estatal administra atualmente 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.
Como hospitais vinculados a universidades federais, essas instituições têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do País.
Jacqueline Santos - Jornalista HULW-UFPB/Ebserh