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Mutirão para inserção de DIU atende mais de 50 mulheres no HUAC
Coordenadora do mutirão explica à paciente os tipos de dispositivos utilizados
Cerca de 50 mulheres participaram do mutirão de inserção do Dispositivo Intrauterino (DIU) promovido pela Unidade de Saúde da Mulher do Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC-UFCG/Ebserh), que ocorreu nesta sexta-feira, 10. O mutirão faz parte do projeto de pesquisa que o HUAC participa junto com outros cerca de 30 centros em todo o país. O objetivo do programa é realizar o acompanhamento do método contraceptivo e eficácia de longa duração no organismo das mulheres.
A colocação do DIU é uma política do Ministério da Saúde visa garantir o acesso ao Dispositivo Intra-Uterino (DIU) de cobre. As mulheres que optarem por não engravidar devem adquirir o DIU nos hospitais, maternidades e unidades básicas de saúde. O objetivo é reafirmar o direito da mulher de engravidar apenas quando ela quiser.
A coordenadora do mutirão, a médica do HUAC e professora da UFCG, Melania Amorim, explica que são utilizados dois tipos de dispositivo no mutirão. “Há o tipo mais comum que é o de cobre e é amplamente ofertado no Sistema Único de Saúde (SUS). Dentro no nosso projeto também utilizamos o do tipo mirena, que faz a liberação de hormônios. É o tipo mais eficaz e bastante custoso quando procurado na iniciativa privada”, disse.
A inserção de DIU no HUAC é um dos tratamentos ofertados pela Unidade de Saúde da Mulher. Para fazer a implantação do dispositivo o agendamento é de livre demanda, ou seja, não necessita de regulação. Atualmente são realizados até dez procedimentos em dias de atendimento ambulatorial. A ideia é que seja realizado, ao menos, um vez por mês um mutirão para dar celeridade à fila de espera.
Método - O Dispositivo Intrauterino é utilizado como método contraceptivo de longo prazo, podendo ser utilizado por até 10 anos. Atua basicamente no útero sendo especialmente indicado nos casos onde não se deve administrar hormônios. O DIU é indicado, inclusive, para lactantes e mulheres que não possam fazer uso de estrogênio, como as que apresentam histórico de câncer de mama, por exemplo.
O DIU é indicado, para a maioria das mulheres e por ser um dispositivo de fácil colocação em consultório médico facilita o acesso das usuárias ao método. E por não ser um procedimento cirúrgico reduz os riscos de infecções pós–operatórios, riscos na anestesia, ganho de peso e diminuição da libido como no caso da laqueadura.
Luiz Carlos Lima (Jornalista HUAC/UFCG-Ebserh)