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FEVEREIRO ROXO
HU-Univasf amplia debate sobre lúpus, alzheimer e fibromialgia
Petrolina (PE) - Conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce das doenças como lúpus, alzheimer e fibromialgia é o objetivo da campanha Fevereiro Roxo. A medida pode contribuir para um tratamento adequado e eficaz, visando proporcionar qualidade de vida aos pacientes. Hospitais administrados pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) atendem esse público via Sistema Único de Saúde (SUS).
Doença de Alzheimer
É a forma mais comum de demência neurodegenerativa que acomete prevalentemente idosos. Os principais fatores de risco são a hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto, tabagismo, sedentarismo, depressão e baixa escolaridade. Trata-se de uma doença que compromete a funcionalidade da pessoa tornando-a dependente de outros para realização de atividades da vida diária.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, a demência é uma das principais causas de incapacidade e a sétima principal causa de morte no mundo. Em 2019, estimava-se que mais de 55 milhões de pessoas viviam com demência, das quais 60 a 70% eram causadas por Alzheimer.
Esquecimento para fatos recentes de maneira recorrente e progressiva, desorientação espacial e temporal, por exemplo, são sintomas que podem surgir no início do processo. Cuidados com a saúde cardíaca, exercícios físico e intelectual podem prevenir a doença, retardá-la ou amenizá-la.
Fibromialgia
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dor muscular generalizada, sintomas de ansiedade e depressão, sono não reparador, fadiga, dor de cabeça, esquecimentos e alteração do hábito intestinal. De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a doença afeta 2,5% da população mundial. Seu diagnóstico é baseado em critérios clínicos, não havendo marcador laboratorial ou de imagem.
As mulheres, em geral, são mais afetadas do que os homens, e apesar de existirem pacientes mais jovens e mais velhos, é comum a doença aparecer entre 30 e 50 anos de idade. A doença pode aparecer em pacientes que apresentam outras doenças reumáticas, como artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistêmico (LES), e muitas vezes dificulta uma completa melhora destes pacientes. O tratamento da fibromialgia é feito com a associação de medicações, com ação de inibir a dor em nível central, e atividade física.
Lúpus
Lúpus eritematoso sistêmico (LES) ou lúpus, é uma doença inflamatória crônica autoimune que pode afetar múltiplos órgãos e tecidos, de forma lenta e progressiva ou mais rapidamente, podendo causar a morte do paciente em casos mais graves, se não for tratada adequadamente. Os sinais e sintomas gerais da doença são: febre, perda de peso e cansaço, lesões na pele, queda de cabelo e artrite. Também pode acometer órgãos internos como rins, pulmão, coração, cérebro.
A doença é diagnosticada por critérios clínicos, não havendo marcador laboratorial ou de imagem. Os exames de laboratório podem mostrar anemia, diminuição do número de plaquetas e de glóbulos brancos no sangue, além da positividade dos anticorpos, principalmente através do exame de fator ou anticorpo antinuclear (FAN).
A causa do lúpus é desconhecida, mas fatores genéticos, hormonais e ambientais contribuem para seu desenvolvimento. A doença pode ser desencadeada com a exposição à luz do sol, de forma inadequada e em horários inapropriados, a partir de infecções e pelo uso de determinados medicamentos. O tratamento é feito com medicações imunossupressores e mudança no estilo de vida. O especialista em reumatologia é o profissional indicado para fazer o tratamento e o acompanhamento da doença.
Sobre a Ebserh
O HU-Univasf faz parte da Rede Ebserh desde 2015. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Rosenato Barreto, com revisão de Danielle Campos
Coordenadoria de Comunicação Social da Rede Ebserh