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ABRIL AZUL
Conscientização sobre o autismo: pelo direito a ser feliz
Abril é o mês de conscientização sobre o autismo em todo o mundo. Para marcar a data, a Liga Acadêmica de Enfermagem em Atenção Primária (Laenfap) da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em parceria com a Divisão de Gestão do Cuidado do HU-UFS/Ebserh, preparou uma campanha para sensibilização acerca da doença. Na última sexta-feira, 8, os membros da Liga distribuíram panfletos e conversaram com as pessoas que circularam pelos diversos prédios do campus da Saúde.
O objetivo da campanha foi provocar na população a tomada de consciência sobre a necessidade de contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e promover a sua participação social como verdadeiras cidadãs.
De acordo com a professora do curso de enfermagem da UFS, Leila Gonçalves, conhecer e compreender as necessidades dos portadores de TEA facilita os apoios individualizados, específicos e especializados que lhes permitam viver felizes. “Uma ação de conscientização contempla explicação sobre o que a sociedade deve fazer, principalmente que o autismo não é uma doença. O transtorno é uma condição de vida por meio da qual a pessoa apresenta dificuldades em questões de comunicação e movimentos. O autista é alguém que tem uma rotina inflexível e que precisa de tratamento, embora não tenha cura”, explicou.
Promoção da qualidade de vida
São muitos os âmbitos que podem promover a qualidade de vida das pessoas com TEA e as suas famílias. A detecção precoce é a primeira porta a ser aberta: a suspeita de autismo deve ser confirmada o mais cedo possível. De acordo com a Laenfap, todo o processo de cuidado deve favorecer o bem-estar emocional dos autistas e não mantém relação com nenhum tipo de cura. “Tem muita gente na internet vendendo cura. O tratamento é multidisciplinar; o autista deve ser acompanhado por psiquiatra, psicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e profissional de educação física. No caso das crianças, podemos citar a atuação do neuropediatra e do psicopedagogo”, ressaltou a professora Leila.
“Especificamente para as crianças, o diagnóstico precoce traz a vantagem da neuroplasticidade. O cérebro infantil, por meio dos neurônios, faz novas conexões e aprende outras demandas”, acrescentou.
Sinais de alerta
Para as crianças, os sinais de alerta mais comuns são:
- A criança não mantém contato visual ou estabelece o contato visual por pouco tempo;
- A criança não responde a sorrisos nem a outras expressões faciais dos pais ou de outras pessoas;
- A criança não olha para os objetos quando apontados pelos pais ou por outras pessoas;
- A criança tem dificuldade de apontar objetos para os pais ou outras pessoas;
- A criança anda na ponta dos pés.
Graus
A quinta versão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5, da sigla inglesa) traz as classificações e os respectivos critérios para o autismo. Geralmente, é leve o autista que mantém o intelecto alto preservado, que consegue se comunicar de alguma forma e mantém alguns elementos sensoriais ativos. O moderado, por sua vez, pode ser aquele que ainda consegue responder aos tratamentos de uma forma mais lenta e, às vezes, apresenta outras comorbidades.
No grau mais severo, é comum que o autista seja classificado como uma pessoa não verbal. “Mesmo assim, é possível haver comunicação dependendo do treinamento que receba. O terapeuta vai submeter o autista a treinos com figuras e outros elementos, a fim de que ela possa, em algum momento, ser capaz de montar a sua rotina e comunicar-se com a sua família, com algum nível de dependência”, pontuou a professora Leila.
Testemunhos
Quer escutar alguns depoimentos das pessoas que participaram da nossa live sobre o autismo? Acesse o nosso perfil do Instagram e confira o vídeo.
Sobre o HU-UFS/Ebserh
O Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS) faz parte da Rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) desde outubro de 2013.
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Por Luís Fernando Lourenço