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PREVENÇÃO
HU-UFMA integra estratégia do SUS e amplia prevenção contra bronquiolite em bebês
São Luís (MA)- Recém-nascidos internados no Hospital Universitário da UFMA (HU-UFMA), gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), começaram a receber, nesta quarta-feira (11), o anticorpo monoclonal Nirsevimabe, indicado para a prevenção de infecções causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A aplicação é realizada pelo Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE), instalado na unidade.
O início da estratégia foi definido em reunião entre a equipe do hospital — incluindo o gerente de Atenção à Saúde, Dyego de Araújo Brito, e a chefe da UTI Neonatal, Silvia Cavalcante — e representantes da Secretaria de Estado da Saúde (SES), como a coordenadora estadual de imunização, Halice Figueiredo. O grupo alinhou os fluxos de distribuição e administração dos imunobiológicos, conforme a Nota Técnica nº 109/2025 do Ministério da Saúde.
A SES disponibilizará ao CRIE do HU-UFMA dois imunobiológicos voltados à prevenção de bronquiolite pelo VSR: Palivizumabe e Nirsevimabe. O Nirsevimabe será administrado em dose única, preferencialmente ainda durante a internação, logo após o nascimento. Já o Palivizumabe seguirá sendo aplicado de acordo com a sazonalidade.
Estão aptos a receber o Nirsevimabe:
- prematuros com idade gestacional igual ou inferior a 36 semanas e 6 dias, independentemente do peso ou do histórico de vacinação materna;
- crianças de até 24 meses incompletos com comorbidades, como cardiopatias congênitas, broncodisplasia, imunocomprometimento grave, síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e anomalias das vias aéreas.
Incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025, o medicamento é considerado um avanço na proteção da primeira infância. O VSR é uma das principais causas de hospitalização de bebês menores de um ano, podendo provocar bronquiolite e pneumonia, especialmente em prematuros e crianças com condições clínicas pré-existentes.
Cislene Maria Abreu, mãe de Liz Emanuelle, de seis meses, comemora a oportunidade de garantir a imunização da filha. Liz nasceu em agosto, no HU-UFMA, e permaneceu internada na Unidade Neonatal por 24 dias.
Ela se enquadra no grupo de bebês elegíveis para a imunização por ter nascido com idade gestacional igual ou inferior a 36 semanas e 6 dias, além de estar dentro do período que também foi contemplado, entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026. A equipe de saúde está entrando em contato com as famílias desses bebês para orientá-las a procurar a imunização.
“Estou muito feliz em saber que, com essa proteção, ela estará prevenida e poderemos evitar complicações respiratórias”, destacou a mãe.
Avanço na proteção da primeira infância
O VSR é uma das principais causas de hospitalização em crianças menores de um ano, sendo responsável por quadros de bronquiolite e pneumonia, especialmente em bebês prematuros e crianças com condições clínicas pré-existentes.
Segundo a neonatologista Silvia Cavalcante, a iniciativa representa um marco na história da saúde pública brasileira. “A administração do Nirsevimabe impacta diretamente na diminuição de bronquiolites graves em recém-nascidos mais vulneráveis, como prematuros e cardiopatas”, afirmou.
Além do anticorpo, o Ministério da Saúde também passou a ofertar vacina recombinante contra o VSR para gestantes, fortalecendo a estratégia de proteção combinada.
Para qualificar as equipes assistenciais, o hospital promoveu, nesta quinta-feira (12), uma capacitação sobre o uso do Nirsevimabe, ministrada pela neonatologista e chefe do Setor de Gestão do Ensino, Marynea Silva do Vale.
Com a atuação do CRIE, os recém-nascidos elegíveis já podem deixar a maternidade protegidos, ampliando o acesso à prevenção e reforçando o cuidado integral à saúde neonatal.
Sobre a Ebserh
O HU-UFMA faz parte da Rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Rede Ebserh) desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Danielle Morais
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh