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LIXO HOSPITALAR
Hospital Alemão Oswaldo Cruz realiza visita técnica ao HU-UFMA
Nesta terça-feira, 13, o Hospital Universitário da UFMA (HU-UFMA), vinculado a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), recebeu a visita de um representante do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC-SP) para dar prosseguimento as atividades do projeto 'Reestruturação de Hospitais Públicos’ (RHP). O alvo dessa vez foi conhecer as boas práticas de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) do hospital e sensibilizar as equipes de trabalho para readequações nas instalações e continuidade nos processos que estão em conformidade.
Comumente chamado por lixo hospitalar, os Resíduos de Serviços de Saúde são classificados em 5 categorias: A (possível presença de agentes biológicos que, por suas características, podem apresentar risco de infecção); B (produtos químicos que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade); C (rejeitos radioativos); D (não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares); e E (perfurocortantes ou escarificantes, tais como: lâminas de barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas endodônticas, fios ortodônticos cortados, próteses bucais metálicas inutilizadas, pontas diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas, tubos capilares, micropipetas, lâminas e lamínulas, espátulas e todos os utensílios de vidro quebrados no laboratório (pipetas, tubos de coleta sanguínea e placas de Petri).
No HU-UFMA, fica a cargo do Setor da Hotelaria Hospitalar fazer esse gerenciamento. Tendo como base a Resolução da Diretoria Colegiada – RDC n°222 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 28 de março de 2018, o Setor realiza um conjunto de procedimentos de gestão, planejados e implementados a partir de bases científicas, técnicas, normativas e legais, com o objetivo de minimizar a geração de resíduos e proporcionar um encaminhamento seguro, de forma eficiente, visando à proteção dos trabalhadores e a preservação da saúde pública, dos recursos naturais e do meio ambiente.
Edenilde Santos, chefe do Setor de Hotelaria Hospitalar, descreve o método de trabalho da equipe. “Nós temos um plano de gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde, um documento que aponta e descreve todas as ações relativas ao gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde, considerando suas características e riscos, contemplando os aspectos referentes à geração, identificação, segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, destinação e disposição final ambientalmente adequada, bem como as ações de proteção à saúde pública, do trabalhador e do meio ambiente”.
O representante do HAOC, Jean Paul de Freitas, disse como se deu a verificação e propôs soluções de armazenamento. “A visita foi conforme o esperado, o próximo passo é verificar a evolução em relação a primeira vistoria. Se houve alguma mudança ou adequação, até mesmo instalações novas. Eu aconselho a utilização de estrado para RSS, tem um preço relativamente acessível e ajuda a evitar o contato do produto com o solo”.
Sirlei Garcia Marques, chefe do Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente, destacou o papel da comunicação como uma das ações que corroboram para a melhoria das adequações do manejo de RSS. “Temos que estar a todo momento divulgando a importância do manejo correto dos resíduos de serviços de saúde, com campanhas, cartazes, trabalhando a sensibilização do profissional para que estejamos em conformidade e possamos avançar sempre nesse aspecto”.
Por Beatriz Abrantes