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Psiquiatra do Hospital das Clínicas explica o que é depressão
“Depressão” é o tema do vídeo produzido, nesta semana, pela Unidade de Atenção Psicossocial do Hospital das Clínicas da UFPE que vem respondendo a dúvidas dos internautas relacionadas à saúde mental durante o período de pandemia. Caracterizada por ser uma doença grave e de alta prevalência na população geral, ela ainda varia de intensidade e duração sendo classificada como leve, moderada e grave, de acordo com o grau de prejuízo que ela venha a trazer na vida do indivíduo. O HC é uma unidade vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
De acordo com estudo epidemiológico a prevalência de depressão ao longo da vida no Brasil está em torno de 15,5%. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevalência de depressão na rede de atenção primária de saúde é 10,4%, isoladamente ou associada a um transtorno físico além de ocupar o 1º lugar quando considerado o tempo vivido com incapacitação ao longo da vida (11,9%).
Como diferenciar tristeza e depressão? De acordo com a psiquiatra do HC-UFPE, Neyryanne Araújo, a tristeza é um sentimento ou emoção absolutamente conhecido por quase todos nós. “A tristeza é caracterizada por falta de ânimo, falta de alegria perante algum acontecimento na vida e alguns outros sentimentos de insatisfação. Já a depressão é uma doença que traz em si mesma uma tristeza só que mais prolongada, mais duradoura e mais forte, diferente de uma tristeza transitória ocasionada por algum evento estressante que viemos a passar”, explica.
Dentre os sintomas mais frequentes dentro de um processo depressivo estão a falta de interesse ou prazer pelas atividades que antes eram realizadas; Sono em excesso ou insônia; alterações no apetite, fazendo com que os pacientes tenham ganho ou perda de peso; Falta de concentração, lentidão no pensamento e dificuldade no raciocínio lógico; Alterações na autoestima, com rebaixamento da autoestima, visões distorcidas de si mesmo também podem acontecer e pensamentos de morte, tanto o medo de morrer como ideias suicidas, entre outros sintomas.
Ela reforça que nem sempre uma depressão é um processo depressivo, mas que é preciso ficar atento. “Se essa tristeza prolongada insistir e começar substancialmente a interferir na sua vida, fazendo com que você não consiga realizar suas atividades diárias, está na hora de procurar ajuda. Procure ajuda médica e ajuda psicológica, porque juntos vocês podem desenvolver estratégias com mudanças de hábitos de vida, psicoterapia e, se for necessário, o uso de alguma medicação”, afirma Neyryanne Araújo.
Este vídeo faz parte da ação da Unidade de Atenção Psicossocial do HC-UFPE que, semanalmente, responde a perguntas de internautas relacionadas à manutenção da saúde mental em tempos de pandemia. Se você tem alguma dúvida sobre saúde mental, envie sua pergunta para comunicacao.hc.ufpe@ebserh.gov.br ou via direct no perfil do Instagram @hc.ufpe que os especialistas do HC respondem.