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Mutirão de Doenças Inflamatórias do Intestino é realizado no HC-UFPE/Ebserh
O Hospital das Clínicas da UFPE, unidade vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), foi sede da sexta edição do Mutirão de Doenças Inflamatórias do Intestino (DII), realizado hoje (6), na Unidade de Endoscopia do hospital universitário, no Recife. Durante a ação, foram feitos exames de colonoscopia em pacientes previamente selecionados e que foram atendidos em unidades básicas de saúde de Pernambuco com diagnóstico sugestivo de doença de Crohn e retocolite ulcerativa. Promovido pelo Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (Gediib), o mutirão teve por objetivo a confirmação dessas respectivas doenças para que os pacientes sejam encaminhados para acompanhamento no HC-UFPE/Ebserh, hospital referência no tratamento das DII no Estado. Nesta edição do evento, foram feitas colonoscopias em seis pacientes. Desses, dois tiverem a confirmação do diagnóstico, e os demais aguardam o resultado da biopsia.
Um dos beneficiados pela ação foi o pescador Amauri dos Santos, 65 anos. Com sintomas típicos de doenças inflamatórias intestinais, ele realizou a colonoscopia e aguarda o resultado. “Achei bom ter feito o procedimento, por que poderia ser alguma coisa mais grave e já sei que não é. Estou esperando o resultado final para ver o que deve ser. De qualquer forma, não poderia perder esta oportunidade de ser avaliado de jeito nenhum “, comentou. Ele, que é de Candeias, conta que estava com receios de fazer o procedimento, mas disse que foi tranquilo. “Só tenho a agradecer pela oportunidade e este atendimento”, ressaltou.
De acordo com a médica gastroenterologista e endoscopista do HC-UFPE/Ebserh, membro do Gediib e organizadora do evento no HC, Valeria Martinelli, esta é uma ação social de muita importância na esfera da saúde pública em que se busca o diagnóstico precoce da doença de Crohn e da retocolite ulcerativa, que são as principais DII cujos sintomas predominantes são diarreia crônica sanguinolenta ou não, dor abdominal e perda de peso. “Quanto mais cedo elas são identificadas, mais cedo se começa o tratamento, evitando assim danos teciduais irreversíveis e cirurgias. E, como consequência, melhora considerável na qualidade de vida dessas pessoas”, afirmou Valeria, acrescentando que “muitos desses pacientes têm diarreia crônica e por não terem acesso à colonoscopia, ficam sem diagnóstico e, consequentemente, sem tratamento adequado”. A colonoscopia é um exame de imagem seguro e eficaz, utilizado para identificar doenças no intestino e no reto.
De acordo com a especialista, os seis pacientes que hoje realizaram o exame, eles foram selecionados por meio de questionários aplicados pelos médicos de diversos serviços de atenção primária e secundária nas unidades de saúde do Estado. Aqueles que responderem às perguntas para checagem de sinais da doença de Crohn e retocolite ulcerativa tiveram que fazer a dosagem de calprotectina nas fezes, exame feito no HC-UFPE que contribui para o diagnóstico das DII. “Doze deles fizeram a dosagem, dos quais seis apresentaram alteração e foram submetidos ao procedimento de colonoscopia. Esta quantidade de pacientes já era esperada uma vez que são doenças raras na população”.
Participaram do mutirão a equipe da Unidade de Endoscopia, entre eles, o endoscopista Eduardo Siqueira, Graciliana Vasconcelos, Liliane Carvalho, Livia Brás, Valeria Martinelli e os médicos residentes da unidade, além do médico do Hospital Beneficência Portuguesa de São José do Rio Preto e coordenador do Gediib, Luiz Gustavo Quadros.
CONHECIMENTO
Além da realização das colonoscopias, a ação também promoveu a palestra “Laudos e Características das Doenças Inflamatórias Intestinais”, ministrada pelo convidado Luiz Gustavo Quadros, coordenador do Gediib e do sexto Mutirão DII. A explanação foi feita na sala pedagógica do quinto andar do hospital universitário e teve como público-alvo a equipe da Unidade de Endoscopia do HC.
(Texto: Unidade de Comunicação Social HC-UFPE/Ebserh)