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E-Saúde é tecnologia a serviço do bem-estar. Confira os números
Fachada do Hospital das Clínicas (Crédito: Passarinho/ Ascom UFPE)
Ivonete Fernandes de Lima tem 56 anos e é moradora de Vitória de Santo Antão, cidade a cerca de 50 km do Recife. Há quatro meses a dona de casa tentava fazer um eletrocardiograma no sistema público de saúde. Sem plano de saúde e sem condições de pagar, ela conseguiu o exame graças a uma ação do Núcleo de Telessaúde (Nutes) do Hospital das Clínicas da UFPE, unidade vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É a E-Saúde (Saúde Digital) fazendo a diferença na vida das pessoas.
“Deu tudo certo. O médico daqui (de Vitória) pediu para eu fazer esse exame para saber se está tudo bem. Olhe, saúde é o bem mais precioso. Tem que cuidar direitinho, né?”, disse Ivonete, que foi atendida na cidade dela, no começo de dezembro do ano passado.
Ao longo de 2017, Ivonete e outras 7.134 pessoas de 22 cidades de Pernambuco foram beneficiadas com telediagnósticos de eletrocardiograma, raio-X e dermatoscopia feitos em seus municípios por uma equipe itinerante em ações de campo (realizando capacitação em telessaúde dos profissionais da área e os exames). Na sequência, os exames são enviados ao HC para serem analisados e laudados para voltarem aos médicos do município via web pela plataforma do Nutes. Tudo rápido, prático e seguro. O telediagnóstico evita o deslocamento de pacientes para unidades e hospitais de alta complexidade para a realização de exames, como o eletrocardiograma, que possui alta demanda por causa de sua importância na análise da saúde do coração.
“Atuamos de forma associada à central de regulação das cidades para ajudar a resolver demandas reprimidas. Mesmo com todas as dificuldades do ano, conseguimos números expressivos e maiores do que os de 2016 (cerca de 6 mil)”, explica a coordenadora do Nutes do HC-UFPE, Magdala Novaes. Em ações maiores, há ainda discussões de casos clínicos entre a equipes de saúde local e especialistas do HC-UFPE.
Com 15 anos recém-completados, o Nutes atua em duas grandes áreas: a Tele-Educação (webconferência, videoconferência, streaming, telepresença e ambiente virtual de aprendizagem) e a Teleassistência (telediagnóstico e teleconsultoria).
Em 2018, haverá a implantação da terceira, a Pesquisa & Desenvolvimento. Outra novidade será o lançamento de um aplicativo em que o paciente, por meio de seu celular, terá acesso ao laudo do exame, em março. Mais um aperfeiçoamento, para este ano, será a introdução do pós-atendimento no próprio município onde reside o paciente interiorano, evitando que, em casos sem gravidade, ele precise se deslocar ao Recife para voltar ao HC.
“As nossas ações ajudam a integrar a assistência e o ensino, fundamentais num hospital-escola. Os alunos (graduandos, residentes e pós-graduandos) aprendem sobre telessaúde ao mesmo tempo em que estão em campo atendendo os pacientes”, conclui Magdala Novaes.