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INCLUSÃO
Profissionais e pacientes do CH-UFC se unem na luta pela visibilidade trans
O Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro, é uma oportunidade para trazer à tona demandas da população travesti e trans brasileiras e o debate sobre temas que vão desde a forma de atendimento até a implementação de técnicas, políticas públicas e serviços específicos para essas pessoas, principalmente na área de saúde. O Complexo Hospitalar da UFC, formado pelo Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) e pela Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (MEAC) e vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), participa desse esforço com várias iniciativas, junto com pacientes e colaboradores que lutam pela garantia de proteção social e defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+.
O Dia da Visibilidade Trans é importante para que as pessoas saibam que as pautas trans existem, que os agentes públicos devem prestar mais atenção às demandas e especificidades da população trans, o que exige um cuidado e uma formação especiais. Para os profissionais que atuam nesses serviços, a oferta de atendimento adequado e procedimentos específicos para a população trans é uma forma de democratizar a saúde, garantindo que uma parte da população historicamente privada de direitos tenha acesso digno.
Em relação à promoção de saúde para a população transgênero, a MEAC desempenha um papel crucial ao realizar o acolhimento e o acompanhamento ginecológico de pessoas transgênero desde 2017. “O serviço é acessado por meio do Ambulatório de Sexologia, mediante encaminhamentos das unidades de saúde da atenção primária. Essa atuação pioneira da MEAC se destaca, evidenciando a importância de que, num hospital escola, os profissionais de saúde formados nas diversas áreas sejam capacitados e livres de preconceitos para atender e identificar essas necessidades específicas, promovendo assim uma abordagem inclusiva e integral no cuidado à saúde com atenção adequada às especificidades da população trans”, afirma a médica sexóloga da Maternidade, Débora Britto.
Troca de informações no ambiente de trabalho
As queixas em relação à dificuldade de atendimento ainda são grandes, mas gradativamente vão sendo oferecidos novos serviços na rede pública, por meio dos hospitais universitários. O acolhimento das pessoas trans e travestis não se limita aos espaços de procedimentos específicos, mas passa por todas as áreas do hospital, como revela a técnica de enfermagem com atuação no HUWC Lyara Duarte Dantas Holanda, que é trans, trabalha com pacientes em tratamento de obesidade e procura garantir que o acolhimento aos pacientes LGBTQIAPN+ seja respeitoso e adequado. “Eu sempre compartilho com os colegas quais são as formas adequadas de tratar, como usar o nome social. Assim, esses pacientes se sentem mais confortáveis e acolhidos”, diz Lyara.
A técnica de enfermagem afirma que, como profissional trans, sempre contou com o apoio dos colegas da universidade e do hospital, inclusive da direção, e procura transmitir isso para os pacientes. “Eu vejo o hospital como uma instituição que tem respeito por todas nós. Quando há respeito e acolhimento pela pessoa que está buscando atendimento, isso faz toda a diferença. Queremos mostrar que o serviço está ao alcance de todas as pessoas e que o preconceito serve para intimidar essa população de ter acesso aos seus direitos”, avalia.
Sobre a Ebserh
O Complexo Hospitalar da UFC, formado pelo Hospital Universitário Walter Cantídio e pela Maternidade-Escola Assis Chateaubriand, faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
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Marina Nunes
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