Notícias
SEGURANÇA DO PACIENTE
Profissionais de saúde fazem treinamento para implantação do Protocolo de Sepse
Dr. Otílio e Dr. Jorge Luiz durante um dos treinamentos para a equipe assistencial
Segue até o próximo dia 9 de junho o treinamento das equipes de saúde – enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem e médicos residentes – das Clínicas Médicas 2A e 2B sobre o Protocolo de Sepse. Com as equipes treinadas, a previsão da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do Hospital Universitário Walter Cantídio é iniciar a aplicação do Protocolo Sepse nessas clínicas no dia 13 de junho, em formato de projeto-piloto.
“Vamos avaliar a implantação do protocolo por um período de 2 meses nas clínicas. Faremos os ajustes necessários apontados por essa experiência. Isso feito, disseminaremos para as demais unidades de internação do hospital”, explica a enfermeira Germana Perdigão Amaral, da CCIH. Iniciado em 31 de maio, o treinamento para as equipes de saúde das Clínicas 2A e 2B segue nos dias 2, 7 e 9 de junho, com uma hora de duração, na sala de reuniões da CCIH. Abaixo, você confere todos os horários disponíveis. Essa é uma iniciativa da CCIH, que conta com o apoio do Núcleo de Desenvolvimento Profissional e das Divisões de Enfermagem e Gestão do Cuidado.
Como tudo começou
A implantação do Protocolo de Sepse no HUWC tem sua origem em 2014, com uma inquietação do então residente de Clínica Médica, Tales Torricelli. “Observei que, quando éramos chamados para intercorrências na enfermaria, os pacientes, em muitos casos, já apresentavam sinais de sepse em estado avançado e alto índice de mortalidade. Então pensei que, se os profissionais de saúde que lidam diretamente com esses pacientes, como enfermeiros e técnicos de enfermagem, conseguissem identificar os sinais de sepse mais cedo, evitando um diagnóstico tardio, conseguiríamos reduzir a mortalidade dos pacientes”, resume Dr. Tales, hoje residente do Hospital de Messejana.
Sob a orientação do Dr. Jorge Luiz Nobre, responsável pela CCIH, Tales desenvolveu um projeto de pesquisa que contou, basicamente, com três fases: pré-teste, para identificar o que, de fato, os profissionais sabiam sobre sepse; treinamento, para sanar as deficiências; e, por fim, um pós-teste, que mostrou que as equipes estavam mais preparadas para lidar com a questão. Tudo isso foi feito entre junho de 2014 e fevereiro de 2015. Com o fim da residência de Tales aqui no HUWC e a falta de um médico para tocar o projeto, a ideia perdeu um pouco da força. Hiato esse que só foi sanado com a convocação da Ebserh de novos médicos para o HU.
Um deles é o Dr. Otílio Nicolau, médico plantonista do HU. Ele chegou para, entre outras atividades, organizar o Time de Resposta Rápida, que permite o acionamento de profissionais de saúde em ocorrências de urgência – que podem ser de sepse, inclusive – nas unidades de internação. A parceria entre a CCIH e o Time de Resposta Rápida, explicam as enfermeiras Geovania Maciel de Souza e Luciana Vládia Carvalhedo Fragoso, consolidou-se depois da realização do 2º Curso de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde. Nele, o Dr. Otílio ministrou treinamento sobre sepse.
Em reunião no dia 6 de maio último, entre representantes da CCIH, chefias médicas, de Enfermagem e de unidades do Setor de Apoio Terapêutico, definiu-se a realização de projeto-piloto nas Clínicas Médicas 2A e 2B. “Saber que uma ideia iniciada ainda em 2014 está saindo do papel, ganhando o apoio da gestão e da assistência, é muito motivador para todos da CCIH. Ganhamos todos nós e, principalmente, o nosso paciente”, comemora o Dr. Jorge Luiz Nobre. Na avaliação do Dr. Otílio Nicolau, tudo está sendo feito para a implantação plena do Protocolo de Sepse. “Teremos uma outra realidade neste segundo semestre de 2016 com relação à prevenção e ao controle da sepse aqui no HUWC”, prevê.
Saiba mais
A sepse (antigamente conhecida como septicemia) continua sendo um grande desafio para profissionais de saúde do mundo todo. Estima-se o registro de cerca de 15 a 17 milhões de novos casos todo ano, sendo 670 mil só no Brasil. Dados de estudos epidemiológicos, coordenados pelo Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS), apontam que cerca de 30% dos leitos das unidades de terapia intensiva no Brasil são ocupados por pacientes com sepse grave; e a taxa de mortalidade pode chegar a 55% desses pacientes.
A sepse era conhecida, antigamente, como septicemia ou infecção no sangue. Mas, na verdade, é uma reação do sistema de defesa do organismo contra uma infecção que pode estar localizada em qualquer órgão, explica Luciano Azevedo, médico intensivista e vice-presidente do Instituto Latino-Americano de Sepse. A síndrome pode levar à parada de funcionamento de um ou mais órgãos ou levar à morte, quando não diagnosticada e tratada rapidamente.
SERVIÇO:
Treinamento das equipes de saúde sobre o Protocolo de Sepse
|
DATA |
HORÁRIO |
PÚBLICO |
|
31/05/2016 Terça-feira |
7h30 às 8h30 |
Enfermagem |
|
11h às 12h |
Enfermagem |
|
|
02/06/2016 Quinta-feira |
12h às 13h |
Médicos residentes |
|
18h às 19h |
Enfermagem |
|
|
07/06/2016 Terça-feira |
7h30 às 8h30 |
Enfermagem |
|
11h às 12h |
Enfermagem |
|
|
09/06/2016 Quinta-feira |
12h às 13h |
Médicos residentes |
|
13h30 às 14h30 |
Enfermagem |
|
|
16h às 17h |
Enfermagem |
|
|
18h às 19h |
Enfermagem |
Jornalista responsável: Ludmila Wanbergna (MTB 1809 CE)
Unidade de Comunicação Social
Hospital Universitário Walter Cantídio
Complexo Hospitalar da UFC
Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
comunicacao.huwc@ebserh.gov.br | 9 9265.5460