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SEGURANÇA DO PACIENTE
Empoderamento do Acompanhante garante qualificação na assistência
Atividade desenvolvida com os acompanhantes.(Foto: Sarah Serafim)
Empoderar o acompanhante no âmbito hospitalar é dar a ele a oportunidade de participar de forma mais ativa do processo de saúde-doença, assegurando a assistência qualificada na linha de cuidado integral do paciente e possibilitando a disseminação de saberes que venham contribuir para a manutenção da saúde e assim diminuir o índice de reinternações. É justamente para garantir esse protagonismo que, há dois meses, está em plena atividade o Projeto de Empoderamento do Acompanhante no Hospital Universitário Walter Cantídio.
Em reuniões semanais, às terças-feiras, das 10h às 11h, no hall do 1º andar do HUWC, de 15 a 20 acompanhantes recebem orientações e tiram dúvidas sobre temas de interesse desse público. Bactéria multirresistente, previdência social, ambiente hospitalar e higienização das mãos são alguns dos pontos já abordados nos encontros, sempre sob a orientação da professora Joselany Áfio Caetano, do Curso de Enfermagem da Universidade Federal do Ceará (UFC), e com o apoio das enfermeiras Geovania Maciel de Souza e Germana Perdigão Amaral, da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). A enfermeira Fabiana de Sena Néri, da Clínica 2A, e profissionais de outras áreas, como Serviço Social e Unidade de Reabilitação, também têm dado importante suporte ao trabalho.
O projeto ainda está em fase de teste. Por isso, apenas os acompanhantes dos pacientes internados nas Clínicas 2A e 2B estão participando. “Mas a ideia é expandir para todo o hospital”, garante a enfermeira Geovania. “Começamos por essas unidades porque, nelas, há forte presença de bactérias multirresistentes. Existe também muito desconhecimento em torno desse tema. Além disso, o acompanhante, se não estiver bem orientado, pode ser uma grande fonte de carreamento dessas bactérias”, explica a professora Joselany.
Aprendizado
Na opinião de Estelita Magalhães, que acompanha o marido na Clínica 2A, as reuniões do projeto têm sido muito acolhedoras e esclarecedoras, já que é a primeira vez que ela está num ambiente hospitalar na condição de acompanhante. “É muita responsabilidade você responder pela saúde de alguém. Por isso, é importante estar preparada. E essas reuniões me ajudam muito nisso”, diz. Para Luciana Arcelino, que está com a irmã também na Clínica 2A, o grupo de empoderamento tem sido um constante aprendizado. “Tinha dúvidas sobre o acompanhamento do balanço hídrico. Não sabia ao certo quanto a minha irmã poderia ingerir de líquido para urinar e não ficar tão inchada. Aprendi com o projeto”, destaca.
O Projeto de Empoderamento do Acompanhante permite, ainda, que a informação da gestão hospitalar chegue de forma mais preservada e clara a acompanhantes e pacientes; avaliar a quantidade e a qualidade das informações que esses públicos têm; uma mudança de comportamento no processo do cuidar, saindo de uma postura reativa para uma atitude mais proativa e embasada perante a equipe assistencial; a continuidade qualificada do cuidado no domicílio, após a alta hospitalar; lazer, com a realização de ações com foco em musicoterapia, relaxamento e datas comemorativas, como Dia das Mães e São João.
SERVIÇO:
Projeto de Empoderamento do Acompanhante no Hospital Universitário Walter Cantídio
Quando? Às terças-feiras
A que horas? Das 10h às 11h
Onde? No hall do 1º andar do HUWC
Público-alvo? Acompanhantes das Clínicas 2A e 2B
Jornalista responsável: Ludmila Wanbergna (MTB 1809 CE)
Unidade de Comunicação Social
Hospital Universitário Walter Cantídio
Complexo Hospitalar da UFC
Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
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