Notícias
COMBATE AO CÂNCER DE PRÓSTATA
José Hélio de Souza, de 50 anos, descobriu o câncer de próstata em exames de rotina. Encaminhado, via sistema de regulação, para o Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), do Complexo Hospitalar da UFC/Ebserh, foi operado no dia 23 de novembro com sucesso e já conta os dias para a alta hospitalar. “Estou vencendo o câncer, mas muitos não terão essa chance por falta de conhecimento ou mesmo preconceito”, afirma. Para mudar essa realidade, o HUWC reforça os cuidados com a saúde do homem neste mês de Novembro Azul.
Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o câncer de próstata representa o câncer mais frequente no sexo masculino e a segunda causa de mortalidade relacionada a câncer no Brasil. Após os 50 anos, 42% dos homens podem ter alterações compatíveis com câncer de próstata. Apesar de ser uma doença comum, por medo, tabu ou por desconhecimento, muitos homens preferem não conversar sobre o tema. “O homem não costuma ir a médico. Então, na consulta urológica, conseguimos identificar outras doenças, como hipertensão, diabetes... Portanto, quando se estimula a prevenção do câncer de próstata, ativa-se a prevenção e o tratamento de outras doenças. Por isso, a campanha ‘Novembro Azul’ foca na saúde do homem”, avalia Alexandre Saboia, urologista do Hospital Universitário.
Doença
De acordo com informe da SBU, a próstata é uma glândula masculina que fica localizada próxima ao reto e que produz o líquido seminal da ejaculação. Nutre, protege e transporta os espermatozoides. No decorrer da vida, as células vão se multiplicando e substituindo as mais antigas pelas mais novas. Nesse processo, pode acontecer um crescimento descontrolado dessas células, podendo formar tumores benignos ou malignos (câncer).
Tratamento
“O tratamento do câncer de próstata depende muito do estágio clínico do paciente. Separamos o câncer de próstata em tumor localizado, que são os casos iniciais, em que a doença está somente na próstata; tumor localmente avançado, no qual já existe um aumento do câncer na região; e o câncer de próstata metastático, quando se espalha, principalmente para ossos” explica o especialista do HUWC.
Uma vez diagnosticada a doença, a Sociedade Brasileira de Urologia indica vigilância ativa, ou seja, monitorar o câncer de próstata de crescimento lento ao invés de tratá-lo imediatamente; prostatectomia radical, que é remover a próstata no caso do câncer localizado; e outras terapias, como radioterapia e quimioterapia. Mas, ainda segundo a SBU, se descoberta precocemente, a doença tem 90% de chances de cura.
Prevenção
“O que fazemos hoje em dia é a prevenção secundária, que é o diagnóstico precoce para minimizar os riscos de avanço e, consequentemente, reduzir os casos de óbito em razão da doença. Para a população masculina em geral, a gente sempre orienta os pacientes a terem um costume de vida saudável desde a adolescência porque, por exemplo, a obesidade é um fator de risco que pode estar associado a uma piora do câncer de próstata”, orienta Saboia. Mas o principal fator de risco, acrescenta o médico, é o histórico familiar. Os pacientes que têm o maior risco de ter câncer de próstata são aqueles que têm alguém na família com a doença. “Parentes de primeiro grau, como irmãos, pais... Existem outros fatores de risco associados, como obesidade e idade”, destaca.
A SBU recomenda que, mesmo na ausência de sintomas, homens, a partir de 45 anos com fatores de risco ou 50 anos sem esses fatores, devem ir ao urologista para o PSA e o exame de toque retal. O PSA (antígeno prostático específico) é um exame de sangue que mede a quantidade de uma proteína produzida pela próstata. Já o toque retal permite ao médico avaliar alterações da próstata, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos. Cerca de 20% dos pacientes com esse tipo de neoplasia são diagnosticados somente pela alteração identificada via toque retal.
O câncer de próstata, na maioria das vezes, é assintomático. Obstrução do jato urinário, sangramento na urina ou dor óssea, geralmente, são sintomas associados a uma doença mais agressiva. Então, na maior parte dos casos, os diagnósticos de câncer de próstata são em pacientes assintomáticos ou com poucos sintomas. Por isso, é de fundamental importância uma avaliação precoce.
Atendimento no HUWC
O Serviço de Urologia do Hospital Universitário Walter Cantídio tem capacidade de diagnosticar a doença em pacientes encaminhados via sistema de regulação gerido pela Prefeitura de Fortaleza. “Aqui, nós temos tratamento para todos os estágios da doença”, garante o urologista. Os atendimentos específicos de câncer de próstata se concentram nas manhãs de segunda, terça, quarta e sexta.
Sobre a Ebserh
O Hospital Universitário Walter Cantídio e a Maternidade-Escola Assis Chateaubriand, do Complexo Hospitalar da UFC/Ebserh, fazem parte da Rede Hospitalar Ebserh desde novembro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.
Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Os hospitais universitários são, por sua natureza educacional, campos de formação de profissionais de saúde. A Rede Hospitalar Ebserh não é responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país, apenas atua de forma complementar ao SUS.
Jornalista responsável: Ludmila Wanbergna (MTB 1809 CE)
Unidade de Comunicação Social
Complexo Hospitalar da UFC
Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
ucs.ch-ufc@ebserh.gov.br | (85) 3366-8183 | (85) 3366-8577