Notícias
CONHEÇA NOSSO HUMAP
Unidade de Laboratório de Anatomia Patológica realiza processamento de tecidos e líquidos
A Unidade de Laboratório de Anatomia Patológica (Ulap) do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Humap-UFMS/Ebserh) realiza o processamento de todos os tecidos e líquidos corpóreos enviados para análise anatomopatológica.
Após o recebimento dos materiais, que vêm das unidades de internação e ambulatórios, é realizado o processamento, desidratando e impregnando o tecido com parafina através de equipamento sofisticado que alterna as soluções nas quais o tecido está submergido em períodos pré-programados, levando de 8 a 12 horas para finalizar o ciclo, de forma 100% automatizada. Em seguida, as biópsias são incluídas em blocos de parafina e seguem para a microtomia, procedimento de corte em finas camadas utilizando equipamento específico. Essas camadas são fixadas em lâminas e submetidas a diversos tipos de coloração, dependendo do tipo de tecido e da avaliação do médico patologista a partir da macroscopia e dos dados enviados com o pedido.
Depois de todo o processo, o material é analisado através de microscopia óptica e é emitido laudo anatomopatológico digitalizado que pode ser acessado pela equipe solicitante.
Em um mês a unidade emite, em média, de 350 a 400 laudos anatomopatológicos. Isso significa que a mesma quantidade de materiais é recebida mensalmente e passa por todas as etapas do processamento até seu arquivamento final.
As lâminas e blocos de parafina com o material são armazenados na unidade por série numérica pelo período de vinte anos.
A Unidade dispõe de um micrótomo de congelação, também conhecido como criostato (equipamento sofisticado que congela o tecido fresco a -25°C e realiza o corte em camadas muito finas, seguindo direto para coloração). Esse procedimento evita todas as etapas anteriores do processamento do tecido e é utilizado para análise anatomopatológica de tecidos removidos de pacientes que estão em mesa cirúrgica. Por ser muito mais rápido que o processamento convencional, é possível que o médico patologista entre em contato diretamente com o cirurgião durante a cirurgia e ajude a definir a conduta, evitando por exemplo uma nova intervenção cirúrgica.
Quando há óbitos no hospital que precisam de esclarecimentos clínicos sobre aspectos biológicos envolvidos no óbito, o médico assistente pode solicitar a necropsia. Após autorização dos familiares, o corpo do paciente é encaminhado à patologia, onde um médico patologista e um técnico em necropsia fazem incisões nas cavidades do corpo para visualizar os órgãos. Depois disso, partes de importância clínica são retiradas e todos o processamento de material é realizado para que os fragmentos sejam avaliados no microscópio e, posteriormente, seja emitido laudo médico anatomopatológico.
A Ulap também é responsável pela guarda legal das declarações de óbito (D.O.). São os técnicos da patologia que entregam as D.O.s em todas as unidades onde eventualmente ocorrem óbitos de pacientes, fazendo também o acondicionamento adequado do corpo e seu encaminhamento para sepultamento por agência funerária. Por isso, a Unidade funciona de maneira ininterrupta, com divisão de atividades nas 24 horas do dia, porém garantindo sempre a entrega de D.O. no menor tempo possível e o funcionamento contínuo do necrotério.
Além disso, a unidade prepara a maioria dos produtos químicos utilizados no processamento dos tecidos, como descalcificador, diferenciador, colorações e a própria formalina a 10%, que é diluída na patologia e distribuída às unidades que enviam material biológico.
"A Unidade de Laboratório de Anatomia Patológica é muito importante para a equipe assistencial do Humap à medida que os laudos anatomopatológicos são emitidos e auxiliam os profissionais em suas condutas diagnósticas e terapêuticas. Isso só é possível graças ao altamente especializado trabalho realizado por nossas equipes técnicas e administrativas, que realizam todas as etapas de processamento dos materiais até que o laudo seja entregue ao paciente, seus familiares ou à equipe assistencial solicitante", explica o chefe da Unidade, Thiago Quirino.
Hoje a Unidade conta com onze colaboradores, sendo três técnicos em necrópsia, três médicos patologistas, três técnicas em laboratório, um chefe de unidade e uma técnica em secretariado.
Sobre a Rede Hospitalar Ebserh
O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap) faz parte da Rede Hospitalar Ebserh desde dezembro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.
Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Devido a essa natureza educacional, a os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.