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PIONEIRISMO
Serviço de estomaterapia completa 20 anos de funcionamento
Referência em Brasília e no Distrito Federal, o Serviço Ambulatorial de Enfermagem em Estomaterapia do Hospital Universitário de Brasília (HUB) completa, em junho, 20 anos de funcionamento. Para celebrar o marco histórico, a instituição promoveu, dia 6, um evento de comemoração, com a participação de alunos de enfermagem, profissionais de saúde e autoridades.
“É uma grande satisfação comemorar esses 20 anos na presença dos fundadores e apoiadores do projeto. Pouca gente conhece a importância desse trabalho, que é referência para a população da cidade”, disse Hervaldo Sampaio Carvalho, superintendente do HUB.
O encontro representou um resgate da história do serviço, criado em 1994, por iniciativa da enfermeira Ana Lúcia da Silva, que havia acabado de concluir a pós-graduação em estomaterapia, especialidade voltada ao cuidado de pessoas com estomias, feridas agudas e crônicas, fístulas, cateteres, drenos e incontinências anal e urinária.
De acordo com Ana Lúcia, que hoje é uma das coordenadoras do serviço, os atendimentos abrangiam, no início, apenas pacientes estomizados, que são aqueles que têm alguma abertura no corpo para expelir fluidos ou para auxiliar na respiração e alimentação. “Já em 1999, com a criação do projeto de extensão da Universidade de Brasília (UnB), ampliamos o serviço para os casos de feridas e incontinência”, contou Ana Lúcia. Em 2013, o Serviço Ambulatorial de Enfermagem em Estomaterapia realizou 1,1 atendimentos, a maior parte relacionada a tratamento de feridas.
“É muito importante relembrarmos essa história de pioneirismo e reforçarmos a grandeza e a importância do serviço no hospital. Não há no Centro-Oeste ambulatório com tanta atividade como este”, afirmou João Batista de Sousa, proctologista, professor da Faculdade de Medicina da UnB e um dos apoiadores do projeto, assim como o proctologista Paulo Gonçalves de Oliveira. “O nível de atendimento aos pacientes melhorou muito graças ao nosso serviço”, ressaltou Paulo, que também é professor da UnB e presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia.
João Bastista tem razão quanto ao pioneirismo. Segundo a enfermeira Ivone Kamada, outra coordenadora do projeto, o HUB é o único hospital do DF a oferecer a estomaterapia. “É um trabalho relevante para nós profissionais, para a comunidade e também para alunos e professores. Atuamos com base no tripé ensino, pesquisa e extensão”, afirmou Ivone.
De 1999 para cá, houve aumento significativo na quantidade de estudantes que fazem parte do projeto de extensão. Naquele ano, eram apenas três alunos e, em 2013, foram 43. O tempo médio de permanência de cada um no serviço é de um ano, exatamente o tempo vivenciado por Camilla de Souza Oliveira, aluna do oitavo semestre de enfermagem da UnB. “É uma oportunidade única de colocar em prática o que aprendemos na academia e de termos contato próximo e direto com os pacientes, o que exige de nós não apenas cuidados assistenciais, mas também habilidades emocionais para lidar com situações difíceis”, contou Camilla.
Também participaram do evento de comemoração Carla Targino Bruno dos Santos, chefe da Divisão de Enfermagem, e Janete Carvalho de Freitas, membro da Associação Brasileira de Estomaterapia (Sobest).