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HUMANIZAÇÃO
HUB garante parto humanizado e acesso ao DIU de cobre
A dona de casa Eloiza Nunes teve a primeira filha no último sábado (3). A pequena Maria Luiza nasceu de parto normal no Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB). Eloiza estava ansiosa e confessa que sentiu bastante dor. Mas o atendimento que recebeu deixou boas lembranças de um momento tão especial.
“No começo estava sentindo muita dor e com medo de não receber o cuidado e atenção que precisava. Mas fui muito bem tratada e isso me tranquilizou bastante. Os médicos e enfermeiros estavam sempre comigo, me ajudando. Foi mais tranquilo do que imaginava”, conta Eloiza, que teve o marido o tempo todo do lado dela.
O atendimento que a dona de casa recebeu atende as diretrizes do Ministério da Saúde para garantir o parto normal humanizado. O ministério entende o parto como um momento fundamental para a relação entre mãe e filho, no qual a mulher é a protagonista.
“No parto humanizado, a mulher escolhe como quer esse parto, recebendo carinho e orientação da equipe de saúde para garantir a segurança dela e do bebê”, explica a chefe da Unidade Materno-Infantil do HUB, Lizandra Paravidine.
Diretrizes
As novas diretrizes do Ministério da Saúde sobre parto humanizado foram lançadas no dia 8 de março de 2017, Dia Internacional da Mulher. A publicação é inédita, foi baseada em evidências científicas e serve de consulta para profissionais de saúde e gestantes.
O documento prevê que toda mulher tem direito a definir um plano de parto, com informações como local onde será realizado, orientações e benefícios do parto normal. O objetivo é garantir o respeito no acolhimento e mais informações para o empoderamento da mulher no processo de decisão. Acesse aqui o documento
De acordo com a política do governo, todas as maternidades e casas de parto devem adotar as seguintes medidas: liberdade de posição, dieta livre, presença de doulas e/ou acompanhante, respeito da presença da família e intimidade da gestante, métodos de alívio da dor, direito ao uso da anestesia, contato pele a pele imediato da mãe com a criança após o nascimento e evitar a separação mãe-filho na primeira hora depois do parto. Além do atendimento humanizado, as diretrizes também pretendem reduzir as altas taxas de intervenções desnecessárias.
“A política garante que a mulher seja respeitada no processo do parto, que é um direito básico dela. A pessoa que recebe atendimento médico está em uma situação vulnerável e é o momento em que ela tem que ser melhor acolhida”, afirma o médico ginecologista e obstetra do HUB, Thiago Nishiyama.
DIU
Uma outra política do Ministério da Saúde visa garantir o acesso ao Dispositivo Intra-Uterino (DIU) de cobre. As mulheres que optarem por não engravidar devem adquirir o DIU nos hospitais, maternidades e unidades básicas de saúde. O objetivo é reafirmar o direito da mulher de engravidar apenas quando ela quiser.
Na maternidade do HUB, as mulheres que desejarem saem do hospital já com a data marcada para a colocação do dispositivo, normalmente 40 dias após o parto. Em média, são colocados cerca de dez DIUs por semana apenas na Unidade Materno-Infantil do HUB. Somando os dispositivos colocados nos ambulatórios médicos, esse número chega a 15 por semana.