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HANSENÍASE
Doença acomete cerca de 30 mil brasileiros por ano
Ministério da Saúde lançou esta semana campanha educativa dirigida à população e aos profissionais de saúde, como parte das ações que integram o Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase, celebrado no último domingo de janeiro. O intuito é sensibilizar e conscientizar a população para a doença, que ainda acomete cerca de 30 mil brasileiros por ano.
A hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada por um bacilo chamado Mycobacterium leprae. A patologia não é hereditária e sua evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa infectada. A prevenção baseia-se no exame dermato-neurológico e aplicação de vacina em todas as pessoas que compartilham o mesmo domicílio com o portador da doença.
Segundo o Ministério da Saúde a taxa de prevalência de hanseníase caiu 65% nos últimos dez anos, passando de 4,33, em 2002, para 1,51 por 10 mil habitantes, em 2012. Apesar da queda, a prevalência da doença ainda é grande na população do Brasil. O MS atribui a redução ao resultado das ações de combate à doença, intensificada nos últimos anos.
De acordo com a dermatologista da Secretaria de Saúde do DF (SES/DF) Roseane Pereira a doença acomete, principalmente, pele e nervos. “Os sintomas da hanseníase incluem, sensação de formigamento, dormência nas extremidades, manchas brancas ou avermelhadas, geralmente com perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato”, explica a profissional.
O diagnóstico da doença é realizado com a indicação dos sintomas e exames clínicos complementares. A patologia tem cura, caso o paciente receba o tratamento adequado, constituído pela associação de dois ou três medicamentos, denominado poliquimioterapia. Quanto mais cedo é realizado o diagnóstico, mais eficaz será o procedimento.
“A transmissão ocorre por meio das vias respiratórias, de uma pessoa doente que apresenta a forma infectante da doença e que, estando sem tratamento, elimina o bacilo através de secreções nasais, tosses, espirros, podendo assim infectar outras pessoas suscetíveis”, esclarece Rosene Pereira.