Notícias
VERÂO
Anualmente, cerca de cem mil brasileiros desenvolvem algum tipo de tumor de pele
Com a chegada do verão a exposição aos raios ultravioletas em atividades corriqueiras é maior. Muitas pessoas também aproveitam o período para se expor ao sol e desfilarem uma pele mais bronzeada. Porém, a exposição de maneira inadequada pode desencadear inúmeros prejuízos à pele. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cerca de cem mil brasileiros desenvolvem algum tipo de tumor de pele, a cada ano.
De acordo com Carmelia Reis, dermatologista do Hospital Universitário de Brasília (HUB), os efeitos da radiação ultravioleta na pele podem ser agudos. “A pele pode desencadear um conjunto de doenças dermatológicas, denominadas fotodermatoses. Podendo também agravar patologias pré-existentes, como lupus eritematoso e melasma”, destaca. O câncer de pele também está relacionado à exposição continuada aos raios ultravioletas.
A profissional orienta que a exposição segura é aquela realizada gradualmente por curtos períodos, 20 a 30 minutos. “A SBD não recomenda exposição ao sol no período entre 10h e 15h, considerando o horário de verão quando necessário. A depender da localidade, deve-se considerar um período maior de restrição, a partir das 9h da manhã, como na região Nordeste, em decorrência de sua posição geográfica”, enfatiza a profissional.
Um dos procedimentos mais adequados para evitar a incidência dos raios solares na pele é o uso do protetor solar. A substância reduz os efeitos nocivos, entre eles, o eritema (queimadura), câncer da pele ou fotodermatoses. Além dos produtos em creme, está disponível no mercado a fotoproteção oral, que consiste na combinação de diversos ativos capazes de minimizar os danos desencadeados pela radiação solar. Porém, o medicamento deve ser utilizado em conjunto com a proteção convencional.
A dermatologista acrescenta que a escolha do filtro solar depende das características genéticas do paciente, da área e do período ao qual o indivíduo estará exposto ao sol. “A SBD recomenda o uso de protetores com Fator de Proteção Solar (FPS) mínimo de 30. Produtos com FPS mais altos devem estar disponíveis para quem apresenta maior sensibilidade ao sol, antecedentes pessoais ou familiares de câncer de pele e maior contato com a radiação solar, por motivos profissionais ou de lazer”, finaliza.