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FORTALECIMENTO
HU-UFGD/Ebserh alcança a marca de 30 novas vagas em residências médicas e multiprofissionais
Imagem ilustrativa (Foto: Ronie Cruz)
Dourados (MS) – O Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alcançou neste início de ano a marca de 30 novas vagas em programas de residências médicas e multiprofissionais.
A expansão é resultado da implantação de quatro programas inéditos: Residência Médica em Neonatologia (4 vagas), Residência Médica em Nefrologia (2 vagas), Residência Multiprofissional em Gestão da Saúde Indígena (6 vagas) e Residência Uniprofissional em Enfermagem Neonatal (4 vagas).
O número também inclui a ampliação de vagas em outros quatro programas já existentes no hospital, que passaram a contar com 14 novas vagas, conforme autorização oficializada em dezembro de 2025 pelo Ministério da Educação (MEC).
Entre os cursos beneficiados está a Residência Médica em Clínica Médica, que passou a ofertar 10 vagas anuais após a incorporação de quatro novas vagas. A Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia também recebeu quatro vagas adicionais, totalizando oito vagas por ano.
Já a Residência Médica em Medicina Intensiva teve um acréscimo de duas vagas, passando a ofertar quatro vagas anuais. O programa teve ainda o reconhecimento renovado, com credenciamento concedido por cinco anos. O processo seletivo para ingresso nas residências ocorre por meio de edital de seleção específico pelo Exame Nacional de Residência (Enare).
A expansão contemplou ainda a Residência Multiprofissional em Saúde Indígena, que passou a ofertar quatro novas vagas — duas para o Serviço Social e duas para a Farmácia — totalizando agora 10 vagas anuais.
Para o gerente de Ensino e Pesquisa do HU-UFGD, Thiago Pauluzi Justino, o aumento no número de vagas representa um avanço significativo na consolidação do hospital como espaço de ensino e assistência. “A residência é considerada o padrão-ouro na formação de médicos e profissionais da saúde. A ampliação dessas oportunidades impacta diretamente a sustentabilidade da força de trabalho especializada na região e amplia a capacidade de atendimento à população”, afirma.
Segundo o gestor, a definição das áreas contempladas seguiu critérios técnicos e assistenciais, levando em conta o perfil epidemiológico regional, a identificação de demandas reprimidas em especialidades estratégicas, a capacidade instalada do hospital, a disponibilidade de preceptores qualificados e a integração com a rede de atenção à saúde do SUS.
“Esse processo reflete diretamente na qualificação da assistência, ao ampliar o número de profissionais em formação sob supervisão especializada, fortalecendo o cuidado médico e multiprofissional, a segurança do paciente, a capacidade de desenvolvimento de pesquisas e a oferta de procedimentos de média e alta complexidade à população da região”, completa.
Residência Multiprofissional em Saúde Indígena
A Residência Multiprofissional em Saúde Indígena, também contemplada com a ampliação de vagas, reúne profissionais das áreas de Enfermagem, Psicologia, Nutrição, Serviço Social e Farmácia e se consolida como referência na formação voltada à atenção integral à saúde dos povos indígenas.
De acordo com a enfermeira Jacqueline Fioramonte, coordenadora da residência, o aumento no número de residentes fortalece diretamente o cuidado oferecido às populações indígenas atendidas pelo HU-UFGD.
“Com mais profissionais em formação, ampliamos a presença nos diferentes cenários de prática, qualificando o olhar para as especificidades socioculturais e epidemiológicas desses povos, além de intensificar as ações interprofissionais e o acompanhamento longitudinal dos usuários”, explica.
Ela ressalta que a atuação multiprofissional é essencial para garantir um atendimento humanizado e culturalmente adequado. “O trabalho integrado entre diferentes núcleos profissionais permite compreender o processo saúde-doença para além da dimensão biológica, respeitando os saberes tradicionais, promovendo o diálogo intercultural e fortalecendo o vínculo e a autonomia das comunidades indígenas”, afirma.
Caracterizada como formação em serviço, de natureza interdisciplinar, a residência articula teoria e prática em diferentes cenários de cuidado, tanto no hospital quanto nos territórios indígenas, como Unidades Básicas de Saúde Indígena, Casa de Saúde Indígena (Casai), polos-base, áreas de retomada e instituições parceiras. “A proposta pedagógica utiliza metodologias ativas e prepara profissionais comprometidos com o SUS e aptos a atuar em contextos interculturais complexos, fortalecendo também as práticas de cuidado em saúde indígena”, conclui Fioramonte.
Segundo o coordenador-geral da Comissão de Residência Médica (Coreme), Paulo Serra Baruki, a ampliação fortalece a formação de médicos especialistas e contribui para uma assistência mais resolutiva no SUS. “O credenciamento da Residência em Medicina Intensiva por cinco anos reconhece a qualidade do programa, garante estabilidade na formação de novos especialistas e reforça a credibilidade do HU-UFGD como hospital de ensino”, finaliza.
Sobre a Ebserh
O HU-UFGD faz parte da Rede Ebserh desde setembro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por: Elenita Araújo e Ronie Cruz
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh