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DOENÇA AUTOIMUNE
HC-UFG é referência no diagnóstico e tratamento da Esclerose Múltipla
A doença atinge mais mulheres (fonte: Canva)
A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença autoimune e, em determinada fase degenerativa, mediada pelo sistema imunológico e que afeta o sistema nervoso central. É mais comum em adultos jovens, entre os 20 e 50 anos, principalmente mulheres, sendo a principal causa de incapacidade neurológica em pessoas abaixo de 40 anos nos países desenvolvidos.
O Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG/Ebserh) é referência no diagnóstico e tratamento da doença. Os pacientes podem receber atendimentos, sendo regulados pelos serviços de saúde locais através de encaminhamento médico especializado em neurologia ou presencialmente (precisa de encaminhamento de um órgão da prefeitura ou Estado, estando regulado pelo SUS) para serem atendidos no Centro de Referência e Investigação em Esclerose Múltipla (Criem). Para orientações sobre os atendimentos, interessados podem ligar nos telefones (62) 3644-8995 ou (62) 3644-8997.
A neurologista Denise Sisterolli, coordenadora do Criem do HC-UFG, explica que o principal exame para diagnosticar a esclerose múltipla é a ressonância nuclear magnética. “Esse exame é um marcador muito sensível da doença. O exame de coleta de líquor (LCR) também é um exame muito importante. Outros exames importantes são campimetria, tomografia de coerência óptica, exame de fundo de olho, e os exames de diagnóstico diferencial, porque precisamos afastar as doenças infecciosas, inflamatórias sistêmicas”.
No HC-UFG também há o Centro de Infusão, onde são aplicados os medicamentos injetáveis e a enfermaria de internação, quando é preciso investigar mais o quadro do paciente.
O coordenador do ambulatório de Esclerose Múltipla do Hospital Universitário Walter Cantídio, da Universidade Federal do Ceará (HUWC-UFC/Ebserh), hospital que integra a Rede Ebserh (gestora também do HC-UFG), explica que a patologia é caracterizada por uma variedade de sintomas, que dificultam um padrão. “Entre os mais comuns podemos citar: a perda ou diminuição da visão; visão dupla; desequilíbrio; alteração na fala; dificuldades na coordenação motora; desatenção; fadiga (em determinada fase); dentre outros”.
Com o avanço da medicina, novos medicamentos imunossupressores surgem para amenizar os efeitos da doença, diminuir os surtos e proporcionar uma qualidade de vida melhor aos pacientes. “O tratamento não deve ser somente medicamentoso, mas também multidisciplinar, envolvendo a socialização do indivíduo, a psicoterapia, as artes e a musicoterapia. É importante salientar que a doença pode ter a sua remissão espontânea ao longo do tempo”, complementa Francisco de Assis.
Sobre a Rede Ebserh
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Por Elthon Ribeiro, com revisão de Felipe Oliveira e adaptação da Rafael Tadashi
Coordenadoria de Comunicação Social /Ebserh