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DOAÇÃO E TRANSPLANTE
Cihdott do HC-UFG planeja expansão da sua atuação em 2026
Multiprofissional, a Cihdott zela pela eficiência, eficácia e ética ao longo de todo o processo de doação e transplante
Goiânia (GO) - A gestão da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Cihdott) do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG) planeja a expansão da capacidade de atuação para maior acompanhamento dos casos em 2026. O HC-UFG é uma unidade vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
“A previsão é compor a Cihdott com, pelo menos, mais três médicos, ampliando a nossa capacidade de atuação”, afirma o presidente da comissão e chefe da UTI adulto do HC, Daniel Freire, sobre a comissão que é responsável por manter a atuação permanente no acompanhamento e fiscalização dos protocolos de morte encefálica (ME) no HC. “Realizamos reuniões mensais para discutir pautas relacionadas à determinação de morte encefálica e aos fluxos institucionais da doação de órgãos”, completa Freire.
O presidente da Cihdott reforça que a comissão exerce uma função obrigatória e estratégica dentro do hospital, já que toda abertura de protocolo passa por uma análise criteriosa. “Nosso papel é garantir que o protocolo seja seguido à risca para que todos os requisitos técnicos e legais sejam cumpridos e que o diagnóstico de ME seja feito de forma absolutamente correta”, enfatiza.
Em 2025, por exemplo, o HC-UFG registrou três protocolos de morte encefálica, todos devidamente concluídos e validados do ponto de vista técnico e legal. No entanto, não houve captação de órgãos no período.
“Foram protocolos fechados para documentar corretamente a morte encefálica, mas nenhum dos pacientes tinha perfil para doação de órgãos”, explica Freire, destacando que esse cenário está diretamente relacionado ao perfil assistencial do hospital, que é predominantemente clínico. “A viabilidade da doação depende da condição clínica e da avaliação dos órgãos. Além disso, a autorização familiar é indispensável”, comenta.
A abordagem das famílias é realizada pela Organização de Procura de Órgãos (OPO), estrutura especializada da Secretaria Estadual responsável pela entrevista e pela condução do processo de autorização. “A Cihdott acompanha e fiscaliza o protocolo de morte encefálica em conjunto com a OPO, mas não participa diretamente da conversa com os familiares”, pontua Freire.
Atualmente, os órgãos passíveis de captação no estado de Goiás são rins, fígado e córneas. Órgãos como coração e pulmão, que não são transplantados no estado, são ofertados em nível nacional.
Sobre a Ebserh
O HC-UFG faz parte da Rede Ebserh desde dezembro de 2014. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Moisés de Holanda
Coordenadoria de Comunicação Social/Ebserh