Relatos e Historias
Minha história com a rede ebserh
“Sou grato a Deus, pois tenho uma máquina que faz o que meus rins não fazem mais”
Vitória (ES) – “Meu nome é José Luis de Castro Freitas, tenho 45 e iniciei o tratamento convencional para tratar uma doença policística aos 30 anos. Em 2021, precisei fazer hemodiálise. Portanto, estou há 2 anos e seis meses neste tratamento, que consiste em sessões de quatro horas três vezes por semana. No começo foi difícil, mas hoje entendo que, ao contrário do que muita gente pensa, hemodiálise é algo positivo. Hemodiálise é vida. Sou grato a Deus todos os dias pois tenho uma máquina que faz o que meus rins não fazem mais
Eu encaro com otimismo e fé e posso dizer que a hemodiálise não é algo ruim. O ambiente no hospital é alegre, a gente divide experiências, chora e ri juntos, é um ambiente de descontração e, muitas vezes, de alegria e encontros. Estou fazendo a minha parte e sei que Deus vai me ajudar.
Minha família morava em Iúna (ES) e tínhamos um comércio que foi destruído por uma enchente, mas sempre nos reerguemos. Hoje, moro em Vitória e falo constantemente de meu tratamento para minhas filhas de oito e 15 anos. A dieta em casa é compartilhada, conversamos sobre a doença policística, que é uma doença congênita, então todos temos que nos cuidar. Não escondo nada delas: a doença, a hemodiálise, os cuidados, tudo.
Em agosto de 2021, entrei para a fila de transplante e sei que vai aparecer um doador, através de sua família. Eu costumo dizer que precisamos entender que doar um órgão é um ato de caridade. A família às vezes pode pensar que aquele órgão não teria mais vida, mas a doação poderia dar continuidade a isso. Uma pessoa, quando recebe o órgão e vive, a família fica sabendo que existe efetivamente uma lembrança viva daquela pessoa. Essa é a minha mensagem para quem pensa em doar um órgão.”
José Luis de Castro Freitas,
paciente do Setor de Hemodiálise do Hucam-Ufes
Sobre a Rede Ebserh
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.