Galeria de Imagens
NOVO HUJM
Visita técnica ao novo Hospital Universitário da UFMT analisa andamento da construção
Cuiabá (MT) – Representantes da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), do Governo do Estado e da Construtora JL, empresa responsável pela obra do novo hospital universitário, realizaram, nesta quarta-feira (4), visita técnica para avaliar o andamento da construção. Na oportunidade, discutiram os gargalos técnicos e administrativos e alinharam responsabilidades para as fases de finalização e futura operação da unidade.
O presidente da Ebserh, Arthur Chioro, destacou a importância estratégica da unidade para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), da formação profissional e da produção científica no estado. “Estamos falando de um hospital moderno, pensado para atender a população com qualidade, segurança e humanização, mas também para formar profissionais e produzir conhecimento. A Ebserh tem trabalhado para garantir que essas estruturas estejam alinhadas às necessidades do SUS e da sociedade”, afirmou o presidente.
Chioro ressaltou, ainda, que, com mais de 58 mil m², o novo Hospital Universitário da UFMT será a maior estrutura hospitalar de Mato Grosso; um dos maiores hospitais-escola do Brasil; referência em alta complexidade, ensino, pesquisa e formação de especialistas; com tecnologias e equipamentos estratégicos para o fortalecimento do SUS em Mato Grosso e na região Centro-Oeste.
No que diz respeito à responsabilidade federal, o presidente da Ebserh reafirmou o compromisso com aquisição de equipamentos (com investimento estimado entre R$ 70 milhões e R$ 120 milhões) e com o custeio anual da unidade (estimado em cerca de R$ 370 milhões por ano, valor superior ao custo de construção da obra). Também destacou que o processo de transição será complexo, envolvendo a migração gradual de serviços assistenciais, ensino e pesquisa, sem interromper o atendimento à população.
Próximos passos
Em relação à entrega da obra, prevista para dezembro de 2026, Chioro ressaltou que, sem a conclusão das estruturas externas e dos sistemas essenciais, não há garantia de que o hospital possa entrar em funcionamento assim que o prédio for entregue, o que frustra expectativas do Governo Federal, da universidade e da população.
Apesar do “avanço interno”, foi consenso entre os gestores que obras essenciais para o funcionamento do hospital ainda carecem de progressão. Entre elas: entrada definitiva de energia elétrica e reforço da subestação; abastecimento de água e construção da adutora; estação de tratamento de esgoto; sistemas viários interno e externo; construção de guaritas de acesso; cercamento com alambrado no entorno do complexo hospitalar; heliponto e bunker.
Um dos principais entraves observados é a aprovação de projetos complementares e aditivos contratuais, que dependem de autorização de múltiplos órgãos. Outro problema crítico é a ausência de parecer da Vigilância Sanitária Municipal. Segundo os responsáveis técnicos, os projetos foram protocolados em abril de 2022, mas até hoje não houve manifestação formal do órgão, o que impede a liberação definitiva do hospital.
Também foram citadas dificuldades envolvendo intervenções em áreas sob concessão federal e estadual; autorizações junto à concessionária de energia, e adequações exigidas após mudanças nas normas técnicas ao longo dos anos. “Estamos acompanhando de perto cada etapa, com muito cuidado e responsabilidade”, afirmou destacou o superintendente do hospital, Reinaldo Gaspar da Mota.
Encaminhamentos
Ao final da visita, os gestores destacaram três prioridades imediatas: a definição técnica final das obras complementares, especialmente guaritas e acessos; o início de um processo formal de transição; e a atuação direta junto à Anvisa e à Vigilância Sanitária Municipal, buscando destravar os pareceres pendentes.
Todos os entes reafirmaram o compromisso institucional de concluir o projeto e entregar à população de Mato Grosso um hospital universitário à altura da sua importância histórica, social e científica, com foco na humanização e integralização do cuidado aos usuários do SUS.
Sobre a Ebserh
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Reportagem: Cristina Soares, com edição de Danielle Campos
Coordenadoria de Comunicação da Ebserh