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MELHORIAS
HU de Campo Grande (MS) diminui tempo de espera para cirurgias
Os procedimentos até a realização da cirurgia no paciente, que antes demoravam em média 6 meses, agora levam 45 dias.
O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), em Campo Grande (MS), diminuiu o tempo para a realização de cirurgias gerais e de urologia. Os procedimentos até a realização da cirurgia no paciente, que antes demoravam em média 6 meses, agora levam 45 dias.
As melhorias no Hospital, vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), foram implementadas a partir da criação do Núcleo Pré-operatório Ambulatorial (NPOA), em março deste ano. Desde então, foi possível, além de diminuir o tempo, aumentar a satisfação do paciente, diminuir a quantidade de idas ao hospital, agilizar a fila de espera e estabelecer atividades de gestão nos procedimentos. Depois do êxito, a ideia é ampliar para as áreas de ortopedia, que tem um grande fluxo no hospital, e ginecologia.
A aposentada Leiziane Barbosa, 60 anos, vai tirar pedra na vesícula. Nesta quinta-feira, 21, ela esteve no hospital onde realizou avaliação do risco cirúrgico, fez a solicitação de exames e vai marcar a cirurgia. Segundo a paciente, as mudanças trouxeram muitos benefícios para pacientes como ela, que moram longe e dependem de transporte público. "Muito bom saber que vim hoje para realizar várias etapas. Imagina ter que me deslocar de longe para solicitar exames e consulta em datas diferentes", pontuou. O Humap fez uma pesquisa entre os pacientes que participaram do Dia D. Desses, 90% deram nota 10 para o atendimento feito na data.
Gestão moderna
A ideia surgiu com a ida do superintende do Humap, Cláudio Saab, a um hospital em Verona, na Itália. O local contava com um projeto parecido, que foi pensado e adaptado por uma equipe para se adequar à realidade brasileira. “A decisão de colocar todo o procedimento sob a responsabilidade de um só local aumentou a satisfação do cidadão, otimizou a lista de espera, acelerou atendimentos e tirou do médico a responsabilidade de se preocupar com todo o processo”, ressaltou o superintendente, destacando que, atualmente, o especialista cuida de examinar, diagnosticar e operar, deixando as etapas administrativas para outros profissionais.
Cláudio ainda explicou que as mudanças não implicaram em compra de novos materiais, mas sim em reorganização de recursos humanos e designação de tarefas. “Com o concurso da Ebserh conseguimos designar um cardiologista específico na área, um anestesista e uma enfermeira. Foi uma reestruturação interna e eles fazem as etapas até a cirurgia sob orientação”, comentou.
Etapas
O usuário do serviço passa pelos seguintes passos principais até a cirurgia: a consulta no Humap é agendada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O paciente é então atendido pelo médico, que pede os exames necessários e os avalia. Se o caso precisar de uma cirurgia, o médico preenche, em um sistema informatizado, os materiais necessários para o procedimento e detalha o caso.
Ainda no mesmo dia da consulta, o paciente se dirige ao NPOA para agendar o chamado “Dia D”. Nessa data, ele comparece pela manhã ao hospital em jejum, onde serão realizados exames como de sangue, raio x e outros complementares. Na tarde do mesmo dia, um cardiologista examina o paciente, que sai com a data da cirurgia marcada.
Por fim, duas etapas ainda antecedem o procedimento: uma semana antes da cirurgia, o médico responsável recebe o mapa cirúrgico com todas as informações e, dois dias antes, um profissional do Humap liga para o paciente para confirmar a data e se informar sobre sua saúde. Estando tudo normal, o procedimento é realizado. Se por algum outro motivo o paciente não possa comparecer, outra pessoa entra em seu lugar e a data é reaproveitada.
Melhorias também no ensino
Os benefícios também atingem os alunos do Hospital Universitário. Com a otimização do fluxo de trabalho, o número de procedimentos cirúrgicos aumenta e o aprendizado também. “Existe uma rotatividade maior no número de pacientes atendidos e procedimentos realizados, então o residente vai ter mais contato com cirurgias durante o seu estágio. Ganha todo mundo”, destaca Cláudio.
Coordenadoria de Comunicação Social da Ebserh