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Hospital da Rede Ebserh em GO produz equipamentos para a prevenção de lesões em pacientes internados na UTI

Coxins são almofadas que ajudam no melhor posicionamento de pessoas que passam um longo tempo acamados
Publicado em 15/09/2020 14h58
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Coxins são confeccionados com espuma de boa densidade, juntamente com espuma piramidal (caixa de ovo), encapadas com tecido que permite uma higienização adequada

Goiânia (GO)A Covid-19 pode desencadear várias complicações, incluindo sepse e síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), levando à internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A internação, nestes casos, acaba sendo mais prolongada, aumentando a possibilidade de surgir lesões por pressão, popularmente conhecidas por escaras, as quais podem ocorrer com frequência nas UTIs devido a vulnerabilidades dos pacientes críticos, ao uso de sedativos, suporte ventilatório e drogas vasoativas e pelas restrições de movimentos por período prolongado e instabilidade hemodinâmica.

Pensando nisso, uma equipe de Terapeutas Ocupacionais da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás e vinculado à Rede Ebserh (HC-UFG/Ebserh) está confeccionando coxins para melhor posicionar e acomodar os pacientes internados. A iniciativa foi da terapeuta ocupacional Patrícia Silva e teve o apoio do seu colega Luciano Rodrigues. “Os coxins são almofadas utilizadas em pacientes acamados para melhorar o posicionamento, evitar as lesões por pressão e reduzir o risco de edemas”, afirma Patrícia. As lesões por pressão são feridas causadas devido à pressão constante em pontos com proeminências ósseas que ficam em contato com a superfície, podendo ser superficiais ou profundas.

Segundo a terapeuta ocupacional, os coxins são confeccionados com espuma D-28 ou D-33, de boa densidade, juntamente com espuma piramidal (caixa de ovo), encapadas com tecido Courvin, que permite uma higienização adequada. Todos os materiais foram produzidos pelos próprios profissionais. A confecção teve início no mês de julho e, até o momento, já produziram 18 coxins de posicionamento para uso nas UTIs adulto (médica e cirúrgica) do HC-UFG. Destes, nove são destinados às manobras de pronação, realizadas em pacientes com Covid-19.

“A manobra de pronação (decúbito ventral) é utilizada em pacientes com confirmação de Covid-19, recomendada para pacientes que sofrem de Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) e tem por objetivo melhorar a hipoxemia do paciente com Covid-19”, afirma Patrícia Silva. Alguns destes coxins possuem encaixes para as mamas e genitálias. “Os encaixes são feitos para melhorar o conforto destes pacientes e para prevenir as Lesões por Pressão (LPP), já que eles passam até 16 horas em decúbito ventral”, afirma Patrícia.

Atuação da Rede Ebserh

Além do apoio ao ensino, formação e capacitação das equipes assistenciais, a Rede Ebserh implementou o Comitê de Operações Especiais (COE) para definir estratégias e ações em nível nacional para o enfrentamento da pandemia. Desde os primeiros anúncios sobre a Covid-19, a Rede Ebserh tem trabalhado em parceria direta com os ministérios da Saúde e da Educação, com participação nos COEs desses órgãos, e tendo como diretrizes o monitoramento da situação no país e em suas 40 unidades hospitalares.

Tem atuado na realização de treinamento de funcionários da Rede, promoção de webaulas, definição de fluxos e instituição de câmaras técnicas de discussões com especialistas. Promoveu processos seletivos emergenciais com a possibilidade de contratação de aproximadamente 6 mil profissionais temporários para o enfrentamento da pandemia

Também disponibilizou R$ 274 milhões para ações contra o coronavírus, recursos do Ministério da Educação (MEC) liberados pela Ebserh de acordo com a necessidade e urgência de cada unidade hospitalar. A verba está sendo utilizada em adequação da infraestrutura, aquisição e manutenção de equipamentos, compra de medicamentos e outros insumos, além de equipamentos de proteção individual.

Em algumas regiões, as unidades da Rede Ebserh têm atuado como hospitais de referência ao enfrentamento do Covid-19, enquanto que em outras, atuam como retaguarda em atendimentos assistenciais para a população, por meio do Sistema Único de Saúde.

Com informações do HC-UFG/Ebserh