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Pós-pandemia

Pesquisa desenvolvida no HU-UFSC avalia os impactos da Covid-19 no aparelho respiratório

Estudo permitirá compreender melhor a história natural da doença em termos de sequelas
Publicado em 14/09/2020 15h12 Atualizado em 15/09/2020 11h11
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Atualmente, mais de 30 pesquisas sobre a Covid-19 estão sendo desenvolvidas no HU-UFSC. Foto: Cristiano Estrela

Florianópolis (SC) – O Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago, da Universidade Federal de Santa Catarina e vinculado à Rede Ebserh (HU-UFSC/Ebserh), vem se destacando nacionalmente na área de estudos sobre a Covid-19. Atualmente, mais de 30 pesquisas sobre o tema estão sendo desenvolvidas no hospital. A pesquisa “Avaliação do impacto no aparelho respiratório a longo prazo no âmbito da Covid-19: um estudo de coorte”, é uma delas.

Conduzido pela professora Rosemeri Maurici, chefe da Gerência de Ensino e Pesquisa (GEP), o estudo avaliará repercussões sobre o aparelho respiratório, cardiovascular e outras avaliações que incluem força muscular, capacidade de realizar exercícios, qualidade de vida, sinais e sintomas de ansiedade e depressão, além de avaliação de resposta inflamatória por intermédio de exames de sangue.

Além de permitir compreender melhor a história natural da doença em termos de sequelas, a avaliação também permitirá inferir as repercussões sobre o sistema de saúde pós-pandemia. Segundo a pesquisadora, os participantes do estudo são pacientes que tiveram a doença em sua forma leve, moderada ou grave. “O objetivo, diferentemente de outras pesquisas, não é focar em tratamento para a Covid, mas o impacto da doença nestes três grupos de pacientes”, explicou.

Os indivíduos serão avaliados no Núcleo de Pesquisa em Asma e Inflamação das Vias Aéreas (Nupaiva) 30 dias após a alta hospitalar (ou liberação do serviço de emergência naqueles indivíduos que não ficaram internados), 6 meses após, 1 ano e dois anos após. Estão previstas quatro consultas durante esse período, além da realização de exames como pletismografia (para avaliar a função pulmonar) e ecocardiograma (para avaliar as repercussões cardíacas).

O estudo foi um dos contemplados no edital MCTIC/CNPq/FNDCT/MS/SCTIE/Decit Nº 07/2020 do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e contará com fomento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ).

Atuação da Rede Ebserh

Além do apoio ao ensino, formação e capacitação das equipes assistenciais, a Rede Ebserh implementou o Comitê de Operações Especiais (COE) para definir estratégias e ações em nível nacional para o enfrentamento da pandemia. Desde os primeiros anúncios sobre a Covid-19, a Rede Ebserh tem trabalhado em parceria direta com os ministérios da Saúde e da Educação, com participação nos COEs desses órgãos, e tendo como diretrizes o monitoramento da situação no país e em suas 40 unidades hospitalares.

Tem atuado na realização de treinamento de funcionários da Rede, promoção de webaulas, definição de fluxos e instituição de câmaras técnicas de discussões com especialistas. Promoveu processos seletivos emergenciais com a possibilidade de contratação de aproximadamente 6 mil profissionais temporários para o enfrentamento da pandemia

Também disponibilizou R$ 274 milhões para ações contra o coronavírus, recursos do Ministério da Educação (MEC) liberados pela Ebserh de acordo com a necessidade e urgência de cada unidade hospitalar. A verba está sendo utilizada em adequação da infraestrutura, aquisição e manutenção de equipamentos, compra de medicamentos e outros insumos, além de equipamentos de proteção individual.

Em algumas regiões, as unidades da Rede Ebserh têm atuado como hospitais de referência ao enfrentamento do Covid-19, enquanto que em outras, atuam como retaguarda em atendimentos assistenciais para a população, por meio do Sistema Único de Saúde.

Com informações do HU-UFSC/Ebserh