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CONSCIENTIZAÇÃO
Autistas têm atendimento qualificado em hospitais da Rede Ebserh
Transtorno afeta o desenvolvimento e tem como características fundamentais a dificuldade de interação social, comunicação e atenção. Foto: Banco de imagens
Brasília (DF) – No dia 2 de abril comemora-se o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, um tipo de transtorno que afeta o desenvolvimento e que tem como características fundamentais a dificuldade de interação social, comunicação e atenção. Pensando no bem-estar desse público, a Rede Hospitalar Ebserh possui diversas unidades com atendimento psicossocial, dentre eles voltados a pacientes autistas.
Um exemplo é o Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA), unidade responsável pelo atendimento da pequena Anali Medeiros. Ela foi diagnosticada com grau leve de Transtorno do Espectro de Autismo (TEA) pelos serviços. A partir disso, a mãe de Anali, Géssica de Medeiros, encontrou explicação para o comportamento da filha, então com quatro anos. “Tudo ficou melhor, o que parecia indisciplina é um problema de saúde, já em tratamento”, explica a mãe, lembrando que a interação social da filha na escola também melhorou.
A psiquiatra infantil Karla Ribeiro, do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), também vinculado à Rede Hospitalar Ebserh, aponta sinais que podem ser observados desde cedo. Ela cita os principais: “a dificuldade em sustentar contato visual, a ausência de resposta clara aquando a criança é chamada pelo nome, o atraso no desenvolvimento da linguagem verbal e não verbal - não aponta, não responde a sorrisos, demora para falar -, a aversão ou fixação a algumas texturas, incômodos com determinados sons e barulhos, comportamentos repetitivos e estereotipados, como enfileirar brinquedos, rodopiar em torno de si mesma e balançar o corpo”, enumera.
Para ela, apesar de não ter cura, o avanço na cognição do paciente é conquistado por meio de tratamento multidisciplinar. “Trabalhar a criança desde muito cedo melhora o seu funcionamento, dá mais autonomia, mais independência. É preciso um acompanhamento multidisciplinar, com fonoaudiólogo, psicólogo, terapeuta ocupacional”, explica.
O acompanhamento com equipe multiprofissional também é realizado no Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, que faz parte da Rede Hospitalar Ebserh. Lá, crianças diagnosticadas com autismo podem ter acesso a tratamento clínico e no Centro de Neuropediatria (Cenep). Com mais de 1.500 pacientes cadastrados, o local oferece atendimento completo com profissionais de diversas áreas.
Outro exemplo é o Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará (HUBFS-UFPA), referência estadual no atendimento de alterações de desenvolvimento e comportamento. O espaço tem 16 anos de funcionamento e computa cerca de 6 mil indivíduos diagnosticados com doenças raras, entre elas, síndromes de Williams, de Marfan e Mucopolissacaridose, e com alterações de desenvolvimento.
Além de autismo, o atendimento psicossocial na Rede Hospitalar Ebserh prevê tratamento para outros distúrbios. Veja no mapa (abaixo) quais hospitais da rede oferecem esse tipo de serviço.
Sobre a Rede Hospitalar Ebserh
Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) administra atualmente 40 hospitais universitários federais, impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.
Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas por atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, por apoiar a formação de novos profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas. Devido a sua natureza educacional, a Rede Hospitalar Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.
Coordenadoria de Comunicação Social da Ebserh