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Parque da Ibitipoca (MG) já possui cadeiras adaptadas para pessoas com deficiência

Ambientes de difícil acesso do circuito ecológico agora podem ser conferidos por pessoas com mobilidade reduzida
Publicado em 26/02/2020 16h17
Parque da Ibitipoca (MG) já possui cadeiras adaptadas para pessoas com deficiência

A cadeira é composta por uma única roda, que facilita o acesso desses turistas a ambientes de difícil acesso - Foto: Ong Motanha Para Todos/Divulgação

O Parque Estadual da Ibitipoca (MG) já disponibiliza visitas facilitadas para pessoas com deficiência. O Ministério do Turismo, por meio do Programa Turismo Acessível, disponibilizou duas cadeiras utilizadas para que esses turistas possam aproveitar as belezas que o circuito ecológico oferece. 

A “Julietti”, como é batizada, é uma cadeira composta por uma única roda, que facilita o acesso das pessoas com deficiência a ambientes de difícil acesso e proporcionam uma experiência única para aproveitar a natureza. O equipamento, que é conduzido por dois puxadores, possui um banco com cinto de segurança, garantindo comodidade ao visitante.

Parceria

As cadeiras são frutos de uma parceria com a Organização Não Governamental Montanha Para Todos, que está presente em 14 estados do País. Guilherme Cordeiro, um dos organizadores do projeto, conta que a ideia surgiu após uma doença que acabou afetando a mobilidade de sua esposa. A partir daí, ele passou a observar a necessidade que outras pessoas tinham em conhecer lugares de difícil acesso.

“Vimos muita coisa acontecendo e temos que espalhar isso para outras pessoas que estão iguais à minha esposa ou pior, que acham que não é possível ver a natureza. Uma vez, um rapaz de 42 anos, de Curitiba (PR), entrou em contato comigo, dizendo que em sua vida inteira falaram que ele não poderia conhecer um local desse. Agora, com a cadeira, ele ia conseguir ir”, contou. 

Números

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 6,2% da população brasileira possui algum tipo de deficiência. Uma das ações desenvolvidas para a inclusão social e o acesso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em atividades turísticas é o Programa Turismo Acessível. Nos últimos anos, foram mais de R$ 75 milhões de investimentos em obras de acessibilidade, apoio à qualificação e capacitação de profissionais para atender turistas com deficiência.

"É gratificante ver iniciativas como essas, que dão a oportunidade aos portadores de deficiência motora de conhecerem as belezas naturais que o nosso país possui. Nosso Turismo é para todos, e é para isso que continuaremos trabalhando ainda mais essa ideia em nossa gestão”, disse o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

Parques 

Além do Parque Estadual da Ibitioca, o Brasil possui outros destinos que são referência para o turismo acessível. Socorro (SP), por exemplo, é referência internacional no assunto. Localizada a 130 km de São Paulo, a cidade é considerada um dos melhores destinos para se receber pessoas com mobilidade reduzida. Por meio do projeto Socorro Acessível, os turistas contam com sinalização tátil, elevadores, rampas e barras nos pontos turísticos.

Outro ponto em destaque é o Bosque da Ciência, localizado em Manaus (AM). O local oferece visitas autoguiadas para deficientes auditivos. O turista surdo pode recorrer ao "Giulia", um aplicativo para smartphones que faz a leitura em Libras dos QRCodes dos pontos turísticos. Segundo os responsáveis pelo local, o objetivo é romper as barreiras e dar acessibilidade aos espaços públicos de turismo e lazer, garantindo a participação plena e efetiva da pessoa surda em condições de igualdade na sociedade

A “Julietti” também está presente para quem visita o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso. A cadeira permite acessibilidade de cadeirantes até o mirante da Cachoeira Véu de Noiva, atrativo mais visitado do local.

Nas Cataratas do Iguaçu, rampas, elevadores e até uma espécie de bondinho transformaram uma das principais atrações do parque, o Macuco Safári, em um dos mais novos atrativos acessíveis no Brasil.

 

Com informações do Ministério do Turismo