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Inaugurado Cais de Atalaia no Porto de Vitória em Espírito Santo

Ministro da Infraestrutura também autorizou, no último sábado, execução de obras para melhorias na BR-319, no Amazonas
Publicado em 05/10/2020 17h29
Inaugurado Cais de Atalaia no Porto de Vitória em Espírito Santo

O Cais de Atalaia, que vai ampliar em 10% a capacidade do porto - Foto: Ministério da Infraestrutura

Mesmo por conta da Covid-19, as obras de infraestrutura não pararam no país. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, seguiu durante todo o ano entregando empreendimentos em vários estados brasileiros. Nesta segunda-feira (5), por exemplo, ele inaugurou, no Porto de Vitória, no Espírito Santo, o Cais de Atalaia, que vai ampliar em 10% a capacidade do porto. A obra teve início em 2015, mas, desde lá, sofreu várias interrupções.

“Isso mostra o compromisso com a questão da infraestrutura. Nós estamos encarando a infraestrutura como uma questão de Estado, dando continuidade àquilo que vinha andando. É interessante acabar, concluir projetos que começaram em outros governos”, disse o ministro.

E afirmou que obras, como a realizada no Porto de Vitória, mostram que o Governo Federal está pensando no Brasil a longo prazo.

“Infraestrutura requer visão de longo prazo. E é isso que nós estamos fazendo aqui. Pensando a longo prazo, pensando num estado que tem uma importância fundamental para a logística do Brasil e que está recebendo incremento na sua capacidade portuária aqui na Companhia Docas do Espírito Santo”, acrescentou.

O ministro lembrou que, desde o início do governo, foram realizados 16 leilões de arrendamentos portuários e assinados 59 contratos de adesão para terminais privados. “O que nós vamos ganhar com a desestatização? Nós vamos ganhar governança, nós vamos ganhar flexibilidade, nós vamos ganhar investimento. O setor privado vai trazer dinamismo, vai trazer investimento. Isso é fundamental; e é um caminho sem volta”.

Estrada de ferro Vitória Minas

Ainda no Espírito Santo, o ministro da Infraestrutura anunciou que, no próximo mês, o Governo Federal deve renovar, com a Vale, o contrato de concessão da estrada de ferro Vitória a Minas. “Nesse contrato, nós teremos a incumbência de se fazer o projeto da ligação do Rio de Janeiro com Vitória e a garantia de que a estrada de ferro começará. Nós vamos começar de Cariacica até Anchieta. Então, o primeiro braço, o primeiro trecho dessa estrada de ferro, que é um sonho deste corredor, que vai ser implantado, vai ser esse trecho de Cariacica pra Anchieta. Mas nós já estamos estudando como é que nós vamos fazer os demais trechos, como é que a gente vai avançar com essa ferrovia na direção Sul para, numa próxima etapa, chegar no Porto do Açu”, disse o ministro.

Ministro no Amazonas

No último fim de semana, o ministro também esteve no estado do Amazonas, para autorizar obras de melhorias na BR-319/AM. São 254,2 quilômetros de extensão que vão passar por serviços de conservação e recuperação, para ampliar a segurança e a trafegabilidade ao longo da vida.

BR 319/AM

As melhorais autorizadas pelo ministro da Infraestrutura neste fim de semana na BR 319/AM abrangem três diferentes lotes:

- O primeiro possui 82,2 quilômetros de extensão. Vai do Km 178,5 (rio Tapunã) até o km 260,7 (início da travessia do rio Igapó Açu);

- O segundo lote vai do km 261,1 (fim da travessia do rio Igapó Açu) até o km 346,2 (entroncamento com a BR-174/AM e a rodovia estadual AM-364), totalizando, aí, 85,1 quilômetros de extensão;

- O terceiro lote tem 86,9 km e vai do entroncamento BR 174/AM ao Igarapé Caetano.

No Amazonas, o ministro reafirmou o compromisso do Governo Federal com a BR-319. “É uma batalha demorada, infelizmente. Deveria ser mais rápida, mas é uma batalha que vai ser vencida”, disse Tarcísio de Freitas.

BR 319/AM

Obras de dragagem no Rio Madeira

No Amazonas, o ministro da Infraestrutura também visitou as obras de dragagem no rio Madeira, em Humaitá (AM). O serviço vai garantir a navegação segura das embarcações em uma das principais passagens logísticas do país, contribuindo para o escoamento de produtos e o abastecimento nas regiões Norte e Centro Oeste do país. O empreendimento deve ser concluído ainda neste mês. O rio Madeira é um dos principais eixos logísticos do Norte e integra o Arco Verde, região que compreende os seguintes estados: Acre, Rondônia, Amazonas, Pará, Mato Grosso e Tocantins.

Em visita às obras de dragagem, o ministro comentou a relação das obras de dragagem no Rio Madeira e a BR 319, no Amazonas.

“O que que a hidrovia do Madeira tem a ver com a 319? Tudo. Porque é por aqui que vai passar o grosso da carga que vai vir do Norte do Mato Grosso, do nosso agronegócio em balsas. A 319, no final das contas, vai garantir a dignidade, vai garantir a integração do transporte das pessoas, vai garantir o resgate social. O governo do Presidente Bolsonaro está comprometido com a pavimentação da BR 319, que vai ser um exemplo de sustentabilidade”.

Obras em Rondônia

Na semana passada, o Governo Federal também assinou ordem de serviço para o início da construção de seis passarelas de pedestres em Porto Velho, na BR-364, em Rondônia. Segundo o Ministério da Infraestrutura, o investimento previsto é de R$ 6,6 milhões e as obras devem começar entre dezembro deste ano e janeiro de 2021. A previsão de conclusão é de 18 meses.

Em Rondônia, Governo Federal e Exército também firmaram, na semana passada, parceria para construção de uma travessia urbana na BR-364. O contrato prevê a construção de vias marginais na Travessia Urbana do Município de Jaru (RO), localizado entre o km 421,4 e o km 427. Os investimentos são da ordem de R$ 18,6 milhões e os trabalhos devem começar no próximo mês.

A BR-364/RO é o principal corredor logístico para o escoamento da safra de grãos de Rondônia, além da parte Oeste e Norte do Mato Grosso. Passam pela rodovia federal, por ano, segundo o Ministério da Infraestrutura, cerca de 8 milhões de toneladas de grãos.

O ministro Tarcísio Gomes de Freitas comentou as inovações que vem sendo realizadas nas rodovias federais.

“Serão 18 mil quilômetros de rodovias federais concedidas em todo o Brasil. Nós já temos aí vários quilômetros no TCU aguardando o ok, para que a gente possa fazer os leilões”, finalizou.