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Câmara técnica atuará para reduzir a mortalidade materna

O grupo levantará novas referências científicas, além de avaliar e propor medidas que diminuam os casos
Publicado em 01/06/2021 10h41 Atualizado em 01/06/2021 10h43
Câmara técnica atuará para reduzir a mortalidade materna

Ministro Marcelo Queiroga participou de solenidade alusiva ao Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna - Foto: Ministério da Saúde

Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) mostram que, todos os dias, aproximadamente 830 mulheres morrem por causas evitáveis relacionadas à gestação e ao parto no mundo. E, segundo a organização internacional, cuidados antes, durante e após o parto podem salvar a vida de mulheres e recém-nascidos.

O Governo Brasileiro trabalha para reduzir e combater essas mortes. Nessa segunda-feira (31), o Ministério da Saúde instituiu a Câmara Técnica em Mortalidade Materna, que tem função consultiva e educativa, e atuará na Atenção Primária à Saúde. A iniciativa se une aos cuidados adotados pelo ministério com as gestantes e puérperas em razão da Covid-19.

Os integrantes da Câmara levantarão novas referências científicas, avaliarão e proporão medidas que reduzam a mortalidade materna. O trabalho será feito em colaboração com instituições de pesquisa. 

“Essa Câmara técnica de especialistas será uma luz para o Ministério da Saúde para nos orientar sempre no caminho da ciência”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ao participar de solenidade alusiva ao Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A data é celebrada em 28 de maio. 

A Câmara é formada pelos Ministérios da Saúde; da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos; de comitês estaduais de mortalidade materna e pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Cuidados com a saúde materna

De 2020 a 2021, mais de R$ 1 bilhão foram repassados pelo Governo Federal a municípios e ao Distrito Federal para ações de atendimento às grávidas. “Isso é um direito das gestantes e um dever do Estado brasileiro”, ressaltou o ministro sobre o investimento.

Uma das ações voltadas a atenção materna é a parceria entre o ministério e a Unifesp que, promovendo encontros diários, já possibilitaram que cerca de 5.150 profissionais aprendessem com especialistas sobre casos clínicos de gestantes e puérperas com Covid-19 e recebessem orientações sobre a conduta de cuidados a ser ofertada.

A atividade faz parte da estratégia para a implementação do Manual de Recomendações para a Assistência à Gestante e Puérpera frente à Pandemia de Covid-19.

Pré-natal e uso da máscara

Com o coronavírus, o Ministério da Saúde orientou as grávidas a manterem o isolamento vertical, o uso de máscara e de higiene respiratória. Também recomendou que não deixem de fazer o pré-natal. As consultas serão feitas na Atenção Primária à Saúde nos casos de gestantes de risco habitual e na Atenção Especializada à Saúde nos casos de gestação de alto risco.